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Advogadas presas em operação contra o PCC em Porto Velho estão em celas de homens com ratos e baratas, diz OAB

Três advogadas estão presas na Unidade Provisória Especial de Segurança, em Porto Velho, onde também ficam mais de 20 homens detidos. O local coloca as mulheres em risco, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rondônia (OAB-RO), pois apenas uma porta as separa dos detentos. A defesa declara que o local está sem tranca, tem baratas e ratos. 

Estão presas no local as advogadas:

Marisâmia A. de C. V.

Gabriela S. X.

Kelly M. de C.

Elas estão presas desde 18 de novembro quando foram cumpridos mandados em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga suspeitos de transmitir informações aos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Segundo a OAB, Rondônia não tem sala de estado maior, com instalações próprias para as advogadas, por isso elas foram levadas para a unidade provisória. Local em que, de acordo com Comissão de Defesa das Prerrogativas “há apenas uma porta que as separa de quase três dezenas de homens no mesmo prédio”. 

Para a comissão, manter as advogadas detidas no local, além de violar suas prerrogativas profissionais, gera preocupação de caráter humanitário. 

“Entendemos que a questão da manutenção da prisão deve ser discutida no ambiente jurisdicional. Mas pedimos que elas não sejam mantidas recolhidas em um estabelecimento prisional com homens”, declarou a OAB, em nota.

A ação contra advogados suspeitos de transmitir informações aos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi realizada no dia 18 de novembro. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão. A operação aconteceu em Rondônia, São Paulo, Brasília e Rio Grande do Norte. 

De acordo com o MP,-SP as investigações apontam que os advogados aproveitariam o contato com os presos para obter informações sobre ações criminosas que deveriam ser executadas por integrantes da facção que estão nas ruas. 

Os defensores também transmitiam recados de criminosos que estão soltos para os chefes do PCC. Os advogados fazem parte de um “setor” apelidado de Sintonia dos Gravatas – grupo que defende os interesses jurídicos da organização criminosa.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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