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Aleatórias de 3ª feira – Tem deputado querendo a cabeça de Jodan se suposto esquema de sonegação lesou também cofres do Estado

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Em Ji-Paraná, deputado Jhony Paixão se articula e Isaú contesta inelegibilidade

Ainda Ji-Paraná

Nas últimas Aleatórias, falei sobre a disputa pela prefeitura de Ji-Paraná que vem sendo cobiçada. E também sobre a possível inelegibilidade do ex-presidente da Câmara, Isaú Fonseca em disputar a eleição por conta de uma condenação por improbidade em 2015, que o deixou com direitos políticos suspensos por 3 anos (até 2018) e devido a Lei da Ficha Limpa, a punição se estenderia por 8 anos. A assessoria de Isaú encaminhou nota alegando que “tranquilizo meus amigos, familiares e eleitores e reafirmo minha pré-candidatura a qual será pautada numa campanha ética, sem ataque aos meus adversários, muito menos em campanha de desinformação”. A íntegra da nota de Isaú você confere no final da coluna.

Mas, não é bem assim

Por mais que Isaú diga que ‘está tudo bem’, isso está longe de ser uma realidade. O Ministério Público já impugnou candidaturas por muito menos e certamente ele terá dificuldades em navegar por águas tranquilas agora em 2020. E disputar com uma liminar embaixo do braço é o mesmo que estar fora do processo. 

Articulado

O deputado estadual Jhony Paixão (PRB) é quem está avançando com uma estrutura de campanha organizada para entrar na disputa em Ji-Paraná. Militar da PM desde que tinha 20 anos, e ex-vereador na cidade, o parlamentar vem trabalhando pesado para tentar eleger-se sem grandes problemas. O discurso de direita ele também tem, e talvez  até mais coerente que seus pretensos adversários. À conferir.

Tirando da reta

Marcos Rocha, que já andava meio bicudo com seu vice, Zé Jodan, tratou de mandar um ‘cada qual responde por seu CPF’ ao ser questionado sobre a Polícia Federal que visitou as instalações da empresa de seu vice em Rolim de Moura na manhã desta terça-feira. Tudo que Rocha não quer é ser enlameado por conta de terceiros.

Quase…

Zé Jodan chegou a ser anunciado como candidato ao governo de Rondônia por Jair Bolsonaro, em 2018. Achamos o vídeo, confira:

Não acrescenta

Zé Jodan não acrescenta absolutamente nada à população de Rondônia. Sua atuação como vice-governador resume-se a receber o salário e ainda foi acusado, em 2019, de ameaçar concorrentes usando o nome da polícia e seu poder como vice-governador. Um áudio vazado de uma reunião, mostra Jodan afirmando que faria “devassa fiscal” nas empresas, usando o setor de inteligência. O caso teve grande repercussão e o presidente da Assembleia, Laerte gomes chegou a criticar as falas do vice-governador. Como resultado, foi protocolado um pedido de impeachment contra ele na Assembleia. Veja o vídeo com as falas de Jodan.

Falando em deputados

Já tem deputado querendo saber se o suposto esquema de sonegação fiscal do qual o vice-governador é acusado, além de lesar os cofres federais, também sonega impostos estaduais. Se a resposta for sim, Jodan corre um grande risco de ser rifado da vida pública. 

Reta final

O deputado estadual Jair Montes, relator da CPI da Energisa, declarou às ‘Aleatórias’ que pretende concluir os trabalhos da comissão até setembro, quando serão ouvidos os representantes da empresa, “por conta da pandemia, suspendemos os trabalhos, mas como os números estão reduzindo, e em breve teremos uma vacina, se Deus quiser, calculo que até setembro a gente consiga ouvir todos e espero poder fechar o ano com essa CPI encerrada”, afirmou. Montes também adiantou que foram encontradas muitas irregularidades, “vai ser difícil a empresa escapar devido a grande quantidade de abusos que comete contra os consumidores de Rondônia”, afirmou.

Nota de Isaú na íntegra

Senhor Colunista

Quanto a matéria na coluna “Aleatórias de 2ª Feira – Surge um novo nome na disputa pela prefeitura de Ji-Paraná e Isaú Fonseca deve ficar fora da eleição”,  vem o pré-candidato e vereador Isaú Fonseca,  requerer seja publicado os esclarecimentos que seguem como forma de restabelecimento da verdade. 

Não é verdade que estou inelegível conforme noticiado por este renomado veículo de comunicação. Isso porque a decisão ventilada nos autos do processo 0003206-48.2014.8.22.0000, não restringe minha capacidade eleitoral de ser votado.

A decisão que suspendeu os direitos políticos transitou em julgado em 11.11.2015. Passados três anos daquela data, não há que se falar em restrição de participar das eleições. 

Para que eu estivesse inelegível seria preciso que a condenação anotasse lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, nos termos do art. 1, l, da Lei da Ficha Limpa, o que não restou comprovado no acórdão.

Assim tranquilizo meus amigos, familiares e eleitores e reafirmo minha pré-candidatura a qual será pautada numa campanha ética, sem ataque aos meus adversários, muito menos em campanha de desinformação.

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