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Ao invés de usar o antigo prédio da ALE, governo de RO paga R$ 12 milhões em ‘puxadinho’ que sequer tem estacionamento

Maternidade Regina Pacis inaugurada em 1987 foi sendo ampliada aos poucos e não estaciona nem ambulância

O governo de Rondônia fez um negócio de pai para filho. Comprou um prédio com 33 anos de idade e pagou R$ 12 milhões e ainda vai gastar pelo menos mais R$ 2 milhões para deixa-lo operacional.

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A compra foi feita há cerca de um mês, usando recursos do Fundo Estadual de Saúde, com dispensa de licitação (permitido pelo Decreto de Estado de Calamidade Pública).

Além da idade, o local que já está passando por reformas, sequer tem local para estacionamento de ambulâncias e para atender o volume de pacientes e familiares.

Inaugurado em 1987, a maternidade Regina Pacis foi sendo ampliada como um ‘puxadinho’. Conforme o histórico apresentado pela própria, “eram apenas 6 leitos, um berçário e um centro cirúrgico com duas salas. Em 1995 foi inaugurada a ampliação com dois pisos, sendo o térreo com 16 leitos voltados a ginecologia e obstetrícia e o piso superior com 18 leitos voltados a pediatria. Em 2005 no dia 18 de dezembro inauguramos a UTI neonatal com 6 leitos, também foi a primeira na iniciativa privada do estado. Em agosto de 2014 foi inaugurada a nova UTI neonatal com 9 Leitos e uma área de Isolamento”.

E foi nessa estrutura que o secretário de saúde Fernando Máximo e o governador Marcos Rocha pagaram R$ 12 milhões em plena crise econômica e imobiliária que atravessa o país.

Se até o fim dessa pandemia não estiver todo mundo tendo que prestar esclarecimentos sobre essas “compras emergenciais”, o Brasil pode fechar as portas e jogar as chaves fora.

A Assembleia Legislativa tem um prédio subutilizado que poderia ter sido reformado com esses R$ 12 milhões e atenderia as necessidades emergenciais.

Se fosse para comprar prédio velho, poderiam ter adquirido o Rondon Palace Hotel, que tem estacionamento e é muito melhor localizado. Ou até mesmo o Hotel Flamboyant, que quase foi vendido ao Tribunal de Justiça por R$ 10 milhões há cerca de 4 anos.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

1 Comment

  1. Eu acho que não se pode comparar um prédio vazio ou um hotel com um hospital pronto e equipado, também não havia tempo para reformar o prédio antigo da ALE para habrigar um hospital, só para se ter idéia, o governo do Amazonas alugou um hospital do mesmo porte em Manaus por 3 meses a um preço de R$12 milhões. Ao meu ver levando em consideração as circunstâncias de poupar vidas, não foi um péssimo negócio .

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