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Após aluguel milionário de hospital, deputados começam a falar em CPI

Vários parlamentares estão desconfiados do volume e valores

A contratação do Hospital do Coração de Porto Velho, pelo governo do Estado, sem licitação e ainda desnecessária vem chamando a atenção para alguns contratos que estão sendo feitos pelo governo de Rondônia em meio a pandemia do coronavírus.

Esta semana, a secretaria de Saúde alugou por pouco mais de R$ 9.8 milhões, o Hospital do Coração, de propriedade do médico José Augusto, em parceria com Rafael Augusto Freitas, Arinos Empreendimentos Imobiliários e Andrei Leonardo Freitas de Oliveira.

A unidade possui 50 leitos clínicos e 12 UTIs e o governo está pagando cerca de R$ 3.3 milhões/mês. Ocorre que o Hospital Samar, por exemplo, que já tem contrato com o governo, possui 35 UTIs e 60 leitos clínicos, e é alugada por R$ 2,3 milhões.

Além da disparidade de valores, chama a atenção a desproporcionalidade da locação, e a falta de detalhamento. Não se sabe se o contrato prevê o chamado “pacote completo”, onde além dos leitos, o hospital também está dando os insumos e pessoal, como funciona com o Samar.

Também o fato do governo contar atualmente com aproximadamente 20 leitos de UTI na extensão do Hospital de Base que estão sem uso, e os demais leitos, espalhados pela rede pública.

Parlamentares ouvidos por PAINEL POLÍTICO disseram que vão cobrar mais detalhes do governo e do secretário de Saúde Fernando Máximo sobre essas despesas, “existe uma incoerência nessa locação. Se temos leitos sobrando até o momento, qual a urgência nessa contratação? Será que não poderia esperar um pouco mais? Esse contrato poderia ser feito a qualquer tempo, teremos uma subutilização desse hospital, mas o dinheiro vai cair na conta”, disse um deputado. Abaixo, o extrato da contratação:

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