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Bancada federal de RO é individualista, omissa, governista e desunida

Rondônia, vira e mexe, elege alguns representantes complicados para atuarem na capital federal, e a bancada eleita em 2018 tem duas exceções, Léo Moraes (Podemos) e Confúcio Moura (MDB). Léo atua isolado na Câmara dos Deputados e Confúcio no Senado íntegra o time de três senadores, sendo que um é governista (Marcos Rogério – DEM) e o outro (Acir Gurgacz – PDT), por sérias complicações judiciais, evita se manifestar.

Já os 7 companheiros de Léo na Câmara, se dividem entre o oportunismo puro e simples, o sumiço total, a subserviência deslavada e o individualismo.

Exatamente por ser um Estado com uma bancada pequena, ela deveria ser uma das mais unidas para tentar minimizar os estragos provocados pela pandemia e pela incompetência do atual ocupante do Planalto.

Mauro Nazif (PSB) e Sílvia Cristina (PDT) praticamente não existem. Nazif se recupera de um problema de saúde, mas antes disso seu maior feito foi ter falado alguns desaforos a diretores da Agencia Nacional de Energia Elétrica – ANEEL – ainda no início de seu mandato. Já Sílvia, nem isso.

Lúcio Mosquini (MDB) é do ‘partido do Lúcio’, e líder da bancada, mas não consegue impor essa liderança. Individualista, está sempre buscando aprovar o que lhe interessa, é do ‘primeiro meu pirão’.

Crhrisóstomo (PSL) tem um verdadeiro fetiche por Jair Bolsonaro, trabalha seu mandato de acordo com os devaneios do capitão. Sonha em ser uma espécie de ‘Hélio Negão’ do Norte, e deve acordar algum dia para a realidade.

Expedito Netto (SD), que teve um primeiro mandato promissor, ao que tudo indica, trilha a mesma estrada do pai, que foi deputado federal e desde então todas as investidas em busca de um novo cargo eletivo tem sido frustradas, seja pela legislação ou pelo voto.

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Mariana Carvalho (PSDB) e Jaqueline Cassol (Progressistas) seguem o baile. Acompanham a maré. A maior aparição de ambas juntas foi em um pagode na cidade de Porto Velho, em plena pandemia tomando cerveja e aglomerando como se não houvesse um amanhã.

No Senado, Marcos Rogério tenta agradar o governo com manobras para obstruir a CPI que apura a responsabilidade de Jair Bolsonaro na condução do desastre que já vitimou mais de 400 mil brasileiros, sendo que apenas nos últimos 36 dias, foram 100 mil mortes. O Brasil afunda na maior crise de sua história, virou uma ameaça global por conta das políticas equivocadas do atual ocupante do Planalto que receita cloroquina e outras curandeirices à população, e os representantes do povo, eleitos com o papel de fiscalizar o Executivo, viraram advogados de defesa. A história vai cobrar essa fatura. Ela sempre cobra.

Confúcio Moura, péssimo governador e responsável pelo desastre na infraestrutura do Estado, tem sido uma voz crítica e lúcida no Senado em relação a atuação do governo federal. Já foi deputado federal por três mandatos consecutivos e conhece bem as responsabilidades e atribuições de suas funções no parlamento.

Agir Gurgacz, desde que foi condenado e puxou uma cana na Papuda, estrategicamente evita se meter em polêmicas. Mas deveria, não apenas se meter como comprar briga pela população. Inocentes não aceitam se calar diante de injustiças.

Esse aí é um retrato dos representantes, que não conseguem entender que 1 bloco é mais forte que 11 separados.

Eles não estão preocupados com a coletividade, mas cada qual com seu umbigo.

“Há, mas tá poupando o Léo”.

Léo Moraes vem sempre sendo apontado como o ‘deputado que não tem grupo político’. Mas realmente é difícil integrar grupos, quando por exemplo, ele abre mão de uma série de mordomias e economizou mais de R$ 1,5 milhão em seu mandato. Parece pouco, mas se cada um da bancada fizesse o mesmo, teríamos hoje R$ 16,5 milhões a mais para comprar vacinas, por exemplo. Ou quem sabe comprar cestas básicas para milhares em Rondônia que passam por apuro nessa pandemia. Talvez tenha sido por isso que ele esteja sempre entre os primeiros no ranking dos políticos brasileiros.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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