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Número de casos de coronavírus aumentam assustadoramente e governo só proíbe ‘restaurantes self-services’

O governo de Marcos Rocha resolveu adotar a política genocida e liberou geral o comércio em Rondônia. O Estado, que não dispõe de infraestrutura, e sequer de espaço no cemitério público da Capital, permitiu a abertura de praticamente todos os setores, proibindo apenas restaurantes do tipo “self-service”.

Porto Velho, a capital, fechou o domingo com 260 casos de coronavírus confirmados e 10 mortos em todo o Estado. Talvez tenha sido o (ainda) relativamente baixo número de óbitos, espaçados graças a politica de isolamento adotada logo no início da pandemia que tenha encorajado o governador.

Mas, ele resolveu dividir a responsabilidade pelas novas mortes e casos, e o decreto veio assinado por ele, pelo Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves e pelo secretário de Saúde, Fernando Máximo.

Rocha não quer levar a pecha de genocida sozinho.

Pior, ele resolveu colocar as crianças em risco. Esticou o início das aulas para a rede estadual para 17 de maio, mas liberou os municípios, para, se quiserem, retomar o calendário letivo a partir do dia 4. Além dos 260 casos em Porto Velho, contagem feita no domingo, 26, o Estado registrou:

  • 60 em Ariquemes;
  • 26 em Ji-Paraná;
  • 07 em Ouro Preto do Oeste;
  • 04 em Rolim de Moura;
  • 01 em Alto Paraíso;
  • 01 em Buritis;
  • 01 em Candeias do Jamari;
  • 01 em Jaru;
  • 01 em Pimenta Bueno;
  • 01 em Urupá;
  • 01 em Vilhena

Ou seja, 12 dos 52 municípios do estado já registram a doença, levando em consideração que muita gente vive na zona rural, e busca socorro nas cidades maiores.

Enquanto isso, a população mais necessitada, se aglomera na porta das agências da Caixa Econômica para tentar receber a ajuda de R$ 600 que não é liberada nunca. Não faltam relatos de pessoas que passaram a madrugada nas filas tentando sacar o dinheiro.

A prefeitura de Porto Velho reservou uma área para enterrar até 100 corpos. Deus queira que, com esse novo decreto, esses espaços não sejam preenchidos…

22 de abril: enterro coletivo de vítimas de Covid-19 do no cemitério de Nossa Senhora Aparecida, em Manaus — Foto: Michael Dantas/AFP
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Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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