fbpx

Comerciantes promovem carreata em Porto Velho pedindo fim de medidas restritivas; somos a favor, com condicionantes

Envie para seus amigos

O ‘setor produtivo’ de Porto Velho quer reabrir geral, não importa que a cidade registre um dos maiores índices de contaminação e mortes do país, proporcionalmente. Nesta sexta-feira, algumas dezenas de ‘empresários’ foram às ruas em carreata para exigir a reabertura e o fim das medidas nem tão restritivas impostas pelo governo, em conjunto com a prefeitura.

Na última segunda-feira, uma audiência de conciliação na Justiça, determinou que a cidade retornasse à Fase 1 das medidas que permite a abertura de:

(Atividades da primeira fase deverão obedecer as regras sanitárias estabelecidas no art. 11)

  1. a) açougues, panificadoras, supermercados e lojas de produtos naturais ;

b)atacadistas e distribuidoras;

  1. c) serviços funerários;
  2. d) hospitais, clínicas de saúde, clínicas odontológicas, laboratórios de análises clínicas e farmácias;
  3. e) consultórios veterinários e pet shops;

f) postos de combustíveis, borracharias e lava-jatos;

  1. g) oficinas mecânicas, autopeças e serviços de manutenção em geral;

h)serviços bancários, contábeis, lotéricas e cartórios;

  1. i) restaurantes e lanchonetes localizadas em rodovias;
  2. j) restaurantes e lanchonetes em geral, para retirada ( drive-thru e take away) ou entrega em domicílio (delivery);
  3. k) lojas de materiais de construção, obras e serviços de engenharia;
  4. l) lojas de tecidos, armarinhos e aviamento;
  5. m) distribuidores e comércios de insumos na área da saúde, de aparelhos auditivos e óticas;
  6. n) hotéis e hospedarias;
  7. o) segurança privada e de valores, transportes, logística e indústrias;
  8. p) comércio de produtos agropecuários e atividades agropecuárias;
  9. q) lavanderias, controle de pragas e sanitização ; e
  10. r) outras atividades varejistas com sistema de retirada ( drive-thru e take away) e entrega em domicílio (delivery);

O Brasil já soma 1.502.424 casos confirmados de coronavírus, é quase uma Rondônia inteira contaminada. O número de mortos contabilizados até ontem, 62.045, supera a população da maioria das cidades de Rondônia.

Rondônia está longe de ter a quantidade necessária de leitos, profissionais de saúde e rede de atendimento pública a privada. Mesmo assim, os comerciantes querem abrir.

Eu acho que o governo deveria permitir, desde que os integrantes do “setor produtivo” assinassem um termo abrindo mão de tratamento na rede pública, e que eles arcariam com as despesas de tratamento de saúde de seus funcionários.

A foto da carreata é de Marcelo Freire.

Deixe um comentário