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Confúcio Moura tinha ‘gabinete do ódio’ no Palácio já em 2014

Brasília - O governador de Rondônia, Confúcio Moura dá entrevista coletiva após reunião com o presidente Michel Temer (José Cruz/Agência Brasil)

Somente agora em 2020, seis anos depois, que o Brasil acordou para as máquinas de fake news e ataques que, desde as eleições de 2014 já produziam estragos e eram bancadas com recursos públicos.

Durante o processo eleitoral de 2014, o então candidato a reeleição Confúcio Moura, tinha um verdadeiro ‘gabinete do ódio’ instalado no Palácio do Governo, e toda a estrutura, bancada com recursos públicos, foi usada em ataques contra adversários políticos.

O principal alvo foi o então adversário, Expedito Júnior.

A coluna PAINEL POLÍTICO, publicada em maio de 2015 mostrou o que todos sabiam, mas o Ministério Público Eleitoral se recusava a enxergar. Confira:

Abuso

O Tribunal Regional Eleitoral requereu da Telebrás, os endereços dos IPs (Internet Protocol – número único de cada computador recebe ao se conectar na internet) que apareciam nos ataques, e advinha só, o IP 177.15.120.2 pertence ao range de numeração da Telebrás e aponta diretamente para o assinante, Governo do Estado de Rondônia, no circuito ROAC000002, sob o CNPJ 03.639.136/0001-12, cujo endereço comercial é, Dom Pedro II, 608, Palácio Presidente Vargas, em Porto Velho.

Pois é

O IP apareceu 8 vezes em ataques diretos a Expedito Júnior e isso é crime, e grave. Em passado recente foram feitas alterações no perfil do Wikipédia da jornalista Miriam Leitão e o servidor responsável pela gracinha foi exonerado. Por aqui, reina a leniência e a impunidade confuciana, principal responsável por toda essa bandalheira. A AIJE deverá entrar na pauta de julgamentos do TRE em breve, e pede a cassação do mandato de Confúcio. Resta saber se também ninguém vai conseguir “enxergar ilegalidades” nesse ato. Parece que uma epidemia de cegueira tem afetado algumas mentes em Rondônia.

Mas tem mais

No mesmo período foram usados computadores da secretaria de Estado da Educação (SEDUC), na época comandada pelo atual chefe da Casa Civil, Emerson Castro. Foram feitas mais de 2 mil postagens ofensivas e divulgação de vídeos contra o candidato Expedito Júnior, e pior, em horário de trabalho. Os registros apontam que foram usados os computadores da SEDUC no período entre 8 e 13 horas. E foi assim, na base do “vale tudo” que o governador Confúcio foi reeleito. No fundo ele sabe que não está legitimado. Aplicou golpes baixos durante toda a campanha, e tev que fazer isso, porque trabalho mesmo, não teve nenhum.

Confúcio saiu impune desses crimes.

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Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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