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De sonegação a agressão, o 2020 de Geraldo da Rondônia ainda não acabou

O deputado estadual Geraldo da Rondônia tem vivido um 2020 complicado. O parlamentar de Ariquemes foi condenado em dezembro de 2019 (exatamente um ano), a 3 anos e 4 meses de prisão por crimes fiscais.

Ele recorreu da sentença que previa ainda o bloqueio de seu salário e rendimentos como deputado para ressarcimento dos cofres públicos. O Tribunal entendeu que ele depende desses recursos para sobreviver e acatou seu pedido, mantendo o restante da pena. De acordo com o Ministério Público, ele teria usado um senhor de 97 anos como laranja para sonegar impostos.

Em maio deste ano, ele foi agredido por um vereador e um ex-assessor, dentro do supermercado de sua família. A história, atrapalhada, revela que Geraldo teria pago uma dívida com cheques sem fundos. O vereador Renato Padeiro Garcia (PDT) e seu irmão, Valdemir Garcia agrediram o parlamentar. Eles saíram do comércio ameaçando o deputado estadual de morte, de acordo com boletim de ocorrência registrado na época.

E maio, Geraldo anunciou que estava em isolamento por ter contraído Covid-19.

Em junho, o deputado concedia uma entrevista quando teceu duras críticas ao prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, que é delegado de polícia.

O prefeito invadiu uma entrevista ao vivo em que participava o deputado Geraldo da Rondônia na manhã desta sexta-feira (19).

O parlamentar estava dizendo na entrevista que o prefeito “não honrou os compromissos feitos com eles e outros políticos” que era de trabalhar em parceria e exonerou a equipe do parlamentar de cargos de confiança.

“Thiago usou quem precisou para chegar no cargo, e quando já estava lá cuidou de dispensar todos, de menosprezar a contribuição de muitas lideranças que estavam empenhando em trabalhar pelo crescimento da administração municipal”.

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O prefeito chegou na rádio e o deputado, aparentemente nervoso, perguntava ao assessor, “que foi que chegou com essa cara aí?”. Foi interropido pelo prefeito que dizia, “mentiroso”, “mentiroso e incompetente”. A equipe da rádio chamou o intervalo e o deputado seguiu resmungando no microfone. Veja o vídeo:

Em outubro, foi anunciado o fechamento do supermercado que pertence a família do parlamentar. Uma placa informava que o estabelecimento havia fechado ‘para reestruturação por tempo indeterminado’.

Em 24 de novembro o deputado foi alvo de uma operação contra sonegação fiscal deflagrada pelo Ministério Público do Estado.

oram cumpridos vários mandados de busca e apreensão nas residências e endereços comerciais dos envolvidos nos Município de Ariquemes, Guajará-Mirim, Porto Velho e Rio Crespo, pelas supostas práticas dos crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa, tendo como principal investigado o deputado estadual Geraldo da Rondônia, bem como seus familiares e terceiros, alguns utilizados para a constituição de empresas satélites, realização de operações simuladas e transferência de créditos fiscais, com intuito de sonegar impostos.

E no último fim de semana, o parlamentar foi acusado por uma dançarina de tê-la agredido em um evento ocorrido em Ariquemes. O deputado nega a agressão, mas foi registrado um boletim de ocorrências.

Geraldo da Rondônia, e Lebrão, filmado supostamente recebendo propinas de um empresário do ramo de coleta de lixo, são as ‘maçãs podres’ na cesta da Assembleia Legislativa. A Casa faz de conta que não está acontecendo nada em relação aos dois.

Lebrão aposta no recesso de fim de ano para que em 2021 ninguém lembre do caso. E Geraldo, bem…o ano ainda não acabou e outras festas devem acontecer…

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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