E o PT, hein? Ramon Cujuí mostra que partido está vivo e faz a diferença

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O PT não conseguiu a vitória retumbante que esperava, mas manteve o protagonismo nas eleições em Porto Velho. A cidade, que deu quase 70% dos votos válidos no segundo turno em 2018 a Jair Bolsonaro (68,94%), garantiu 3,22% ao candidato Ramon Cujuí, um ‘ilustre desconhecido’ politicamente falando.

E faltou exatamente isso a Ramon, espaço para falar e se apresentar. Nos debates que participou, mostrou que conhece os problemas da cidade, defendeu as bandeiras de seu partido e falou com segurança sobre os temas que lhe foram propostos. Além disso, ele foi prejudicado pela desastrosa gestão de Roberto Sobrinho à frente da prefeitura.

Ramón foi o responsável direto pelo fato de Vinicius Miguel não estar no segundo turno. Os votos da esquerda estavam flutuando entre Vinicius e os petistas convictos. A participação de Ramon nos debates mudou isso. Muitos definiram pelo candidato do PT. E o partido tinha obrigação de lançar candidato em Porto Velho. Se Cujuí tivesse tido mais tempo, teria crescido significativamente. Miguel tentou ser uma espécie de “Ciro Gomes”, mais à direita e se perdeu. Os 7.069 votos teriam feito toda a diferença.

A votação mostrou também que o PT pode até não ganhar a eleição, mas é preciso ser respeitado como sigla que segue fazendo a diferença no processo. O PT vai ser a legenda mais presente no 2º turno na eleição municipal de 2020, em 15 das 57 cidades em que haverá a disputa. O partido também elegeu 2.552 vereadores e 165 prefeitos.

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