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Em ano de polarização ideológica, campanha da OAB-RO segue sem ataques ou baixarias

A disputa pelo comando da seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil vem seguindo uma trajetória sem turbulência, mesmo 2021 sendo um ano que ainda tem o rescaldo das eleições gerais de 2018, cujo debate ideológico segue fazendo parte da rotina dos brasileiros, ainda que de forma distorcida e equivocada.

Duas candidaturas estão no páreo, Zênia Cernov e Márcio Nogueira. Ambos com linhas de atuação diferenciadas e com públicos definidos. No caso de Zênia, a coordenação da campanha optou por sondar os advogados, conhecer anseios e só a partir disso, elaborar um plano de gestão, com propostas desenvolvidas a partir dessas sondagens.

Já Márcio Nogueira, optou pela objetividade de propostas e mira a jovem advocacia. Mas, ainda não definiu exatamente sua chapa, personificando o comando da entidade. Se isso é bom ou ruim, o tempo (e as urnas) vão mostrar.

Porém, o louvável é que ambos vem mantendo o nível nas discussões, sem ataques rasteiros ou baixarias, comuns em disputas pelo poder, e isso é um avanço que precisa ser mantido nas próximas campanhas eleitorais. Quem ganha com isso toda a classe de advogados.

As peças de campanha estão bem elaboradas, e ambos vem participando de ‘lives’ em suas redes sociais, e num desses eventos online promovidos por Zênia, o próprio Márcio Nogueira estava lá, acompanhando ao vivo:

Pode parecer algo corriqueiro, mas não é. Com o gesto, que alguns podem interpretar como ‘espionagem’ ou ‘recalque’, na verdade é um exercício de humildade e importante para o processo democrático.

As equipes tem trabalhado duro, cada qual a seu modo, para levar a classe o melhor que cada candidato tem a oferecer.

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Há muito não se via uma disputa tão equilibrada, com alto nível de comprometimento por parte dos candidatos. Ainda mais quando estamos em um ano pré-campanha eleitoral (política) tão incerto, e como disse mais acima, com discussões ideológicas afloradas. Alguns ainda tentam provocar os candidatos ao comando da OAB, com bobagens sobre ‘ser de direita ou de esquerda’. A Ordem tem que estar acima disso, pois o partido da advocacia, é ela própria.

E isso se faz necessário para que a OAB possa atuar contra malfeitos de políticos, na defesa das prerrogativas e principalmente, no fortalecimento das instituições democráticas.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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