Em pedido de direito de resposta, Tiziu diz que não pagou empréstimos de 2017 e 2019 “por causa da pandemia”

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O candidato a prefeito de Ariquemes Jidalias dos Anjos Pinto, vulgo Tiziu, ingressou na justiça eleitoral pedindo R$ 30 mil de indenização, exclusão da matéria “BB e Sicoob cobram calote de Tiziu e esposa; se eleito, bancos podem pedir penhora de salários” e solicitando que a justiça eleitoral encaminhe ao Ministério Público do Estado uma “notícia crime”, pois segundo ele o BLOG teria sido ‘pago por adversários’ para ‘difama-lo’ já que ele é candidato à prefeito.

Em seu pedido, ele ainda alega que “se são processos existentes a anos, porque o dito “jornalista” Alan Alex, interessado na política de Ariquemes, não publicou tais fatos naqueles respectivos anos?”.

Vamos por parte porque as respostas, apesar de serem bem óbvias, fogem a percepção do referido.

Vamos começar pelo calote. Tiziu está sendo processado por duas instituições bancárias, o Banco do Brasil e o Sicoob por ter contraído empréstimos nos anos de 2017 e 2019 e não ter pago. No texto enviado à Justiça Eleitoral ele alega que:

os fatos ainda estão em andamento com a possibilidade de análise de propostas da empresa para acordo que encerre o contrato, tanto em relação ao caso do SICOOB quanto em relação ao Banco do Brasil. Porém estes setores nos bancos estão praticamente paralisados em face da Pandemia mundial da COVID-19, a qual atrapalhou todos os negócios, os mercados e as negociações comerciais no mundo a fora“.

Ou seja, Tiziu diz que não pagou os débitos por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus cujas medidas restritivas, mas não suspensivas, foram adotadas a partir de abril deste ano. Isso equivale a dizer que, caso a pandemia perdure, e Tiziu seja eleito, o cidadão ariquemense poderia deixar de pagar o IPTU?

O BLOG foi pago por adversários? Trata-se de matéria de interesse público, a sociedade precisa saber e conhecer exatamente quem são as pessoas que colocam seus nomes à disposição para ocupar cargos de relevância. Atualmente temos quatro prefeitos de cidades do interior de Rondônia presos acusados de recebimento de propina. Será que a Polícia Federal e Ministério Público foram pagos para prejudicar essas pessoas e eles foram presos por se tratar de uma disputa eleitoral?

Porque não publicamos anos atrás?  O senhor Tiziu Jidalias estava no ostracismo, sem mandato eletivo, portanto não é de interesse público seus calotes. Diferente de quando se coloca o nome à disposição da sociedade em um cargo de alta relevância como o de prefeito. E se uma pessoa que deve mais de meio milhão de reais é eleito para um cargo desta envergadura, nada mais coerente e justo que a sociedade tenha conhecimento de sua ficha financeira. Afinal, seria de estranhar que ele conseguisse quitar tais débitos que se arrastam desde 2017 apenas com o salário de prefeito.

Abaixo, a íntegra do texto resposta de Tiziu Jidalias, onde ele alega que não paga os empréstimos por conta da pandemia. Alguém aí pode avisar os gerentes do Banco do Brasil e Sicoob que Tiziu quer pagar, não faz porque “estes setores nos bancos estão praticamente paralisados em face da Pandemia mundial da COVID-19

TEXTO RESPOSTA

A divulgação no site ́quenotícias.com.br ́(o site reproduziu notícia de PAINEL POLÍTICO), a qual versa sobre eventual negociação financeira entre o candidato da Coligação Aliança para o Desenvolvimento à prefeitura de Ariquemes se enquadra legalmente no perfil lamentável de FAKE NEWS, visto que nada tem a ver com o processo eleitoral, especialmente quando comparemos a data pretérita de todas ações judiciais em tramitação a mais de 3 anos pelo menos, citadas assim maldosamente na matéria impugnada.

Além desta realidade óbvia, pessoas jurídicas não são candidatas, e se as negociações que envolvem bancos e sócios de empresas tivessem alguma interferência nas campanhas eleitorais, seguramente o nosso – seguramente – futuro prefeito teria tomado as providências como sempre o fez em sua longa e vitoriosa atividade empresarial.

Mesmo assim, os fatos ainda estão em andamento com a possibilidade de análise de propostas da empresa para acordo que encerre o contrato, tanto em relação ao caso do SICOOB quanto em relação ao Banco do Brasil.

Porém estes setores nos bancos estão praticamente paralisados em face da Pandemia mundial da COVID-19, a qual atrapalhou todos os negócios, os mercados e as negociações comerciais no mundo a fora.

Em ambos os casos concretos, esta realidade é a mesma, ou seja, as negociações também encontram-se momentaneamente paralisadas, aguardando uma melhor oportunidade de retomada para a sentada de novas rodadas de futuras negociações.

Em face destas verdades, e por ser tal notícia totalmente destoante da verdade em relação ao seu tempo e modo de divulgação, por ordem judicial veio a ser tal matéria retirada de circulação na internet, como já foi feito com matéria semelhante e também indevida e até irreal do nosso concorrente.

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