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Em RO, PMs são acusados de invadir quintal sem autorização, atirar em focinho de cachorro que cuidava da casa e não prestar socorro ao animal

Sob o argumento de ‘entrar para averiguação’, uma guarnição da Polícia Militar de Rondônia teria invadido um quintal na madrugada de terça-feira, no bairro Conceição, periferia da capital, Porto Velho e ao se deparar com um cachorro que cuidava da casa, um dos policiais teria atirado no focinho do animal que latia muito, e foram embora, sem sequer averiguar se o cachorro havia morrido.

Fotos do cachorro, um vira latas de nome Dugue, viralizaram nas redes sociais e voluntários o socorreram. Ele passou por um procedimento de reconstrução feito pelo veterinário Carlos Augusto Pontes Bezerra, que explicou, “o tiro não atingiu nenhuma parte importante do rosto dele, por muito pouco, um centímetro para o lado e a bala teria pego na mandíbula e maxilar, aí seria uma cirurgia bem mais complicada do que foi”, diz. 

O veterinário disse ainda que Dugue se manteve calmo durante o procedimento para conter o sangramento do focinho. 

“Ele se mostrou um animal bem tranquilo. Não precisamos de focinheira ou algo pra conter ele enquanto fazia a cirurgia. A todo tempo estava abanando o rabo, se mostrando bem dócil”, diz o veterinário.

Dugue passou por um procedimento de reconstrução

A Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (DECCMA) abriu investigação para apurar uma denúncia de maus-tratos contra um cachorro. De acordo com denúncia feita à delegacia, os policiais militares entraram no quintal sem ter mandado judicial para busca.

A Delegada Janaina Xander , titular da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente, intimou o tutor do cachorro e o médico veterinário para prestar esclarecimentos. 

A delegada também oficiou o comandante do 9º BMP para que informe os nomes dos policiais envolvidos nos fatos. Ela também determina, pelo despacho realizado, que os agentes do Serviço de Investigação e Captura (Sevic) apurem a denúncia a fundo.

A PM não se manifestou sobre o ocorrido.

As informações são do G1

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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