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Empresários de RO dizem que, como terão mais leitos de UTI, comércio pode ser reaberto

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Representantes da Associação Comercial de Rondônia, que se auto-intularam “Grupo Pensar Rondônia”, emitiram uma nota nesta segunda-feira defendendo a abertura ampla do comércio no Estado.

De acordo com a nota do grupo (íntegra ao fim do texto) “(…;)Levando em consideração o decreto governamental existente com a previsão de abertura de 120 leitos do Hospital Regina Pacis, sendo 12 UTIs, 55 novos leitos do Centro de Reabilitação de Rondônia – CERO e 10 novos leitos de UTIs contratados pela Prefeitura ao Hospital do Amo (…) É, portanto, a partir dessas considerações que defendemos que não é possível, nem viável, aceitar o fechamento continuado do comércio sem uma perspectiva de futuro”.

Leia a íntegra da justificativa, que em síntese quer dizer o seguinte, se tem mais leitos, podemos ter mais doentes e mais mortos, porque o importante mesmo é o comércio ficar aberto e quem quiser que fique em casa!

Essa aí é a turma que ‘pensa Rondônia”…deve ser por isso que 417 pessoas já morreram e 15.181 estão infectadas e subindo…

Íntegra da nota:

A Associação Comercial de Rondônia-ACR, em conjunto com as lideranças empresariais de nosso Estado, considerando que:

Os empresários de Rondônia, em especial do comércio, têm, por meio de suas empresas e entidades representativas, desd’o começo da crise do covid-19 feitos inúmeras ações, como equipar hospitais, distribuir máscaras e procurar educar a população, entre outras, para minimizar os impactos da pandemia;

Sempre estivemos abertos a uma discussão de alternativas para minimizar os efeitos da crise, como instituir um horário único ou limitar o número de clientes atendidos, além, de estabelecer protocolos, sinalização do distanciamento e necessidade do uso de máscaras;

Levando em consideração o decreto governamental existente com a previsão de abertura de 120 leitos do Hospital Regina Pacis, sendo 12 UTIs, 55 novos leitos do Centro de Reabilitação de Rondônia – CERO e 10 novos leitos de UTIs contratados pela Prefeitura ao Hospital do Amo. Porto Velho está atendendo os 80% previstos;

Desde 20 de março, quando se editou o Decreto de Calamidade Pública, já se passaram mais de 90 dias, com efeitos imensamente nocivos as empresas, em especial as micros e pequenas, e nos empregos, onde se calcula que mais de 45 mil pessoas, foram dispensadas. Até quando continuaremos quebrando empresas, demitindo pessoas, impedindo as pessoas de ganhar o pão de cada dia, o seu sustento?Acrescente-se que se as pessoas têm medo de pegar covid-19 não sairão de casa, independente das regras existentes.

Os empresários, cônscios do seu papel, não reclamaram do lockdown inicial por ser muito importante para tornar a crise gerenciável, mas, passado tanto tempo, com os efeitos cada vez mais negativos, no emprego e na renda, entendemos que a retomada da economia depende muito da percepção da gravidade do vírus pela população. E o que nós temos visto é que existe mais críticas das pessoas que não aceitam a retomada do que uma quantidade, realmente,  grande de pessoas nas ruas.

O fato real é que mesmo com o comércio aberto as pessoas não voltam a comprar imediatamente. Seja porque, com receio mesmo, ficam em casa, seja porque perderam renda. Nós sabemos disto porque o fluxo de pessoas e de recursos, mesmo com a abertura, é muito menor. 

É, portanto, a partir dessas considerações que defendemos que não é possível, nem viável, aceitar o fechamento continuado do comércio sem uma perspectiva de futuro. Grande parte das pessoas estão sofrendo com perda de empregos, de renda e sem condições de ficar em casa. Nós, empresários, temos advogado, e mantido, os grupos de risco em casa, temos tomado as precauções possíveis, insistido no uso da máscara e do distanciamento social e, inclusive, solicitado as autoridades federais, estaduais e municipais medidas para minimizar os impactos da pandemia. Mas, reivindicamos que é preciso entender que a pandemia afeta tanto à saúde, quanto a economia. E salvar vidas não é optar por uma ou outra e sim cuidar das duas. Estamos sim preocupados com a saúde, mas, também com os empregos. É preciso que o comércio fique aberto com as precauções e protocolos imprescindíveis. Manter o comércio aberto também é salvar vidas.

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