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Energisa deve receber autorização para reajuste no valor da energia em Rondônia alegando “Conta Covid”

Os consumidores rondonienses podem se preparar para um reajuste no valor das contas de energia nos próximos dias, a ser autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica -ANEEL.

O órgão do governo federal deu início a uma série de reajustes nas contas em todo o país, alegando “Conta Covid”, que gerou um impacto tarifário, de acordo com as distribuidoras.

Desde o final de julho que a ANEEL vem autorizando os reajustes. Em agosto, no dia 6, a Aneel liberou um aumento de 2,68% para a Equatorial Energia Pará; no dia 18, foi a vez da Celesc (SC), onde o aumento foi de 8,14% aos consumidores; no dia 25, a Iguaçu Energia (SC) obteve 1,07% de reajuste e a Cooperativa Aliança – Cooperaliança (SC) conseguiu 10%. No mesmo dia, a Energisa Paraíba obteve 4,28% e a  Força e Luz Coronel Vivida Ltda (PR), 6,91%. Os consumidores paulistas atendidos pela Elektro Eletricidade e Serviços S/A tiveram 5,36% de reajuste em suas contas. 

Já está na pauta o reajuste de 7,53% para os consumidores mineiros atendidos pela Distribuidora DMED – DME Distribuição S.A.

Para Rondônia a ANEEL já deu início ao Processo de Revisão de Tarifa Extraordinária Contratual. O índice de reajuste pode chegar a 20%.

Como a ANEEL vem autorizando todos os reajustes, em breve deverá ser liberado o aumento nas contas de energia em Rondônia, uma conta difícil de engolir já que ninguém consegue explicar como, um Estado que possui três hidrelétricas tem uma conta tão alta.

O golpe da “Conta Covid”

O governo liberou empréstimo através de um conjunto de bancos, para as concessionárias de energia, assim, elas obtiveram dinheiro subsidiado para que os aumentos nas tarifas de energia sejam diluídos ao longo de cinco anos.

Do ponto de vista do consumidor, de acordo com o governo, a Conta-covid foi organizada para evitar reajustes maiores das tarifas de energia elétrica. O aumento da conta seria muito maior por efeitos como, principalmente, o reajuste do preço da energia gerada em Itaipu, que acompanha a variação do dólar; a alta na remuneração das políticas públicas do setor (via cota da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE); e o repasse de custos de novas instalações de sistemas de transmissão.

Se não houvesse a proposta da Conta-covid, todas essas despesas seriam incluídas integralmente nas contas de luz já nos próximos reajustes, para serem pagas em 12 meses. Com a conta, esse impacto será diluído em 60 meses. Mas, o consumidor vai pagar do mesmo jeito.

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