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EXCLUSIVO: Assessor de Marcos Rogério no Senado é alvo da PF por suposta associação ao tráfico

A Polícia Federal deflagrou na última quarta-feira, 1, a Operação Alcance, que prendeu 42 pessoas e cumpriu outros 60 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Ceará, Roraima e Minas Gerais. Entre os investigados está Marcelo Guimarães Cortez Leite, lotado no gabinete do senador Marcos Rogério (DEM-RO), e recebeu em agosto, salário de R$ 5.735,93.

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A operação Alcance investiga o envio de mais de uma tonelada de cocaína de Rondônia para o Ceará, e a Polícia Federal ainda está cumprindo os mandados, em sigilo. Marcelo Guimarães está lotado no gabinete do senador desde o ano passado, na função de Auxiliar Parlamentar Júnior, e teria sido exonerado na quarta-feira, logo após a informação sobre seu envolvimento. No gabinete do senador, o número 3303-6148 não está atendendo.

Marcelo Guimarães já havia trabalhado no Senado anteriormente, no gabinete do ex-senador Expedito Júnior (PSDB) e também na Assembleia Legislativa de Rondônia. Ele é casado com uma promotora de Justiça de uma comarca do interior.

Operação Alcance

Segundo investigações da Operação Alcance, os criminosos enviaram ao menos uma tonelada de cocaína de Rondônia para o Ceará.

Os mandados de prisão são cumpridos nas seguintes cidades 

  • Porto Velho
  • Fortaleza
  • Boa Vista
  • Cacoal (RO)
  • Guajará-Mirim (RO)
  • Santa Luzia (MG)

As investigações da Operação Alcance começaram há um ano, em agosto de 2020, após a PF identificar a quadrilha atuando em Porto Velho.

Em novembro do ano passado, o líder do grupo chegou a ser preso e, a partir disso, a PF diz ter descoberto a ‘magnitude das transações’. 

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O que se sabe até agora:

  • Os integrantes da quadrilha tinham duas atuações diferentes: em um deles, o núcleo ficava responsável na remessa de droga através de carretas para o Ceará e outro ‘cuidava’ da ocultação do patrimônio. 
  • O dinheiro do tráfico era depositado em contas bancárias de interpostas pessoas e empresas, que então recebiam cerca de 3% do valor movimentado;
  • Uma dessas empresas investigadas nem tinha sede física e chegou a movimentar R$ 85 milhões somente em 2020;
  • Em 15 dias, o grupo chegou a receber R$ 1,5 milhão pelo tráfico;
  • Sete remessas de drogas enviadas de RO para o CE foram apreendidas, totalizando uma tonelada de cocaína;

Ainda de acordo com a PF, parte do patrimônio da organização criminosa era ‘escondido’ em postos de gasolinas, empresas, garagem de veículos, sítios, motos aquáticas e imóveis de luxo.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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