Expedito, Mariana e Marcos Rogério se movimentam na tentativa de ampliar espaço político

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Com a proximidade das eleições municipais que acontecem este ano, os tucanos de Rondônia deram início a um projeto de ampliação de espaço político em Rondônia. Se até 2016 os ventos sopravam favoráveis aos emplumados, em 2018 eles saíram praticamente depenados com o “efeito Bolsonaro”, que pegou a maioria de surpresa (menos quem lê PAINEL POLÍTICO – explicações no destaque abaixo), e derrubou Expedito Júnior, favorito ao governo.

Em fevereiro de 2017 publiquei o seguinte artigo – Jair Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil; e a culpa é da esquerda – onde elencava os motivos dessa afirmação. E em 2018 ele foi eleito.

Se em 2016 a criminalização da política colou com Hildon Chaves, em 2018 o feitiço virou, e Expedito sofreu o mesmo revés de Léo Moraes. Perdeu no segundo turno para o desconhecido Marcos Rocha, e se recolheu ao ninho. Conseguiu ainda eleger Marcos Rogério ao Senado e reeleger o filho, Expedito Netto. Mariana Carvalho, outra tucana de berço, teve que gastar o dobro para ter a metade dos votos e conseguir uma das 8 vagas na Câmara.

Em 2019 eles curaram a ressaca e agora em 2020 começaram a dar as caras novamente. No último fim de semana percorreram algumas cidades, acompanhados de Lindomar Garçon, aquele que ficou famoso como papagaio de pirata na votação do impeachment de Dilma.

O grupo vem buscando agregar velhas e novas lideranças em torno de um projeto, eleger Expedito ao senado em 2022 e tentar o governo, dessa vez com Marcos Rogério, que tem o mesmo alinhamento de discurso de Marcos Rocha, mas com uma diferença, o Rogério tem uma amizade de longa data com Jair Bolsonaro e é um daqueles que está na biqueira de ser indicado ministro de alguma coisa. Com chances reais de tirar Rocha do palácio e manda-lo para a galeria dos políticos esquecidos.

As eleições de 2022 vão ser decisivas para os rumos que o Brasil deverá seguir pelos próximos 20 anos, pelo menos. O eleitorado já está vendo a capacidade dos “novos políticos” e conhece a velha guarda que continua viva. O papel das bancadas federais vai ser preponderante nessas mudanças, podendo equilibrar ou desequilibrar o sistema político. E é de olho nesse cenário que Expedito e seu grupo se prepara.

Só que o processo político começa a se definido agora, em 2020 com a eleição de vereadores e prefeitos. São essas lideranças que dão sustentação para as candidaturas maiores, em 2022.

Marcos Rogério, que tem um discurso bem alinhado com Brasília, mas lapidado pela cautela que sempre norteou seus mandatos, está conseguindo navegar nessas águas turbulentas sem deixar entrar água no barco. Expedito Júnior conhece bem seu eleitorado, e já dimensiona sua capacidade eleitoral com mais realismo e Mariana Carvalho já viu que se reeleger está cada vez mais complicado, ainda mais que ela não consegue ampliar seu eleitorado, então ou ela voa mais alto, ou vai ficar cada vez mais complicado sair do chão.

E Expedito Netto, que surpreendeu com suas posições no primeiro mandato, passou 2019 sumido e agora em 2020 ainda não mostrou a que veio neste segundo mandato.

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