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Filha de Nilton Capixaba tem pedido de prisão domiciliar negado; ela está presa por integrar bando que enviava cocaína para outros estados

A 2ª Vara Criminal de Vilhena (RO) negou um pedido de prisão domiciliar a Natielly Karlailly Balbinosuspeita de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas. Natielly, de 35 anos, é filha do ex-deputado Nilton Capixaba e foi presa há duas semanas na Operação Carga Prensada, da Polícia Federal (PF). 

Na operação, a PF sequestrou 150 veículos (entre Land Rover, BMW e Camaro), aeronave, lancha e imóveis comprados com o dinheiro ilícito do tráfico. Segundo investigação, os membros da quadrilha enviavam grandes quantidades de cocaína de Rondônia para outros estados, usando caminhões ou veículos de grande porte. 

Ao todo, 45 mandados de prisão foram cumpridos no dia 15 de setembro, entre eles o de Natielly. Ela foi localizada em Cacoal (RO) e presa temporariamente. Após a prisão, a defesa de Natielly entrou na justiça pedindo que a mesma respondesse o processo em prisão domiciliar. 

Natielly Karlailly Balbino, de 35 anos, foi presa em Cacoal — Foto: Facebook/Reprodução

Para justificar o pedido, Natielly alegou ser mãe de dois filhos de até doze anos de idade que supostamente dependem de seus cuidados. Atualmente, segundo o processo, as crianças estão com a avó materna.

Na decisão que indeferiu o pedido de prisão domiciliar da investigada, o juiz Adriano Lima Toldo destacou que os filhos de Natielly “não estão completamente desassistidos, circunstância indicadora de que sua presença física não é, nesse momento, imprescindível aos cuidados das crianças”. 

Ainda de acordo com a decisão, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) prevê a manutenção da prisão cautelar mesmo nas condições em casos excepcionais. 

Para o Ministério Público, outro fator para manter a prisão temporária da suspeita é que ela tem um relacionamento (de vínculo conjugal).

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“A liberdade da ora requerente nesse momento da investigação policial lhe confere inteira possibilidade “de ocultar e destruir provas que eventualmente digam respeito à sua participação e dos demais membros nas ações da organização, assim como de aliciar ou intimidar testemunhas que tenham condições de contribuir com a apuração dos fatos”, diz a decisão judicial da 2° Vara Criminal.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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