Hildon e Cristiane no segundo turno mostra que Marcos Rocha pode fazer as malas e Vinicius se perdeu

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O resultado do primeiro turno em Porto Velho teve interessantes indicativos para o processo eleitoral em 2022 e mostrou que a gestão de Hildon Chaves não é a Nárnia que ele e seus assessores acreditam.

Cristiane Lopes não tem grandes apelos, não radicalizou no discurso, tampouco ‘pegou pesado’ contra o prefeito. Também não teve o apelo de ‘ser mulher’. É mérito dela, com ajuda do deputado federal Léo Moraes (Podemos) na reta final a ida dela para o segundo turno.

Hildon terá grandes dificuldades e pouco tempo para convencer o eleitorado que é necessário ele permanecer no cargo. E deu para perceber também que sua gestão se resume basicamente ao asfalto feito com recursos de uma emenda de bancada de 2015, sem isso, dificilmente ele estaria disputando o segundo turno.

Miguel se perdeu

Vinicius Miguel (Rede) que vinha sendo apontado nas sondagens divulgadas que estaria no segundo turno, amargou a terceira colocação. Dois fatores lhe tiraram o favoritismo, a exposição de Ramon Cujuí (PT) que tomou os votos que colocariam Vinicius no segundo turno e sua indefinição ideológica. Com medo da rejeição do setor evangélico, passou a negar as bandeiras que ele sempre defendeu, e deveria ter mantido o foco. O resultado das eleições mostrou que o bolsonarismo é apenas uma febre, que está passando. O radicalismo, o discurso vazio de ‘pátria, família e gente de bem’ não passa de balela para ruminante.

Marcos Rocha não se sustenta

E no rastro do fiasco bolsonarista está Marcos Rocha. Apesar de ter entrado de cabeça na campanha de Breno Mendes (que cá entre nós saiu-se muito bem, dado ao fato de ser um ilustre desconhecido no início do processo), não convenceu. Parte da rejeição de Mendes foi herdada do governador, que até hoje não mostrou a que veio como gestor, exceto é claro, arrumar um gordo CDS para a esposa e seguir com o discurso de ser ‘amigo do Bolsonaro’. Está ajudando a afundar o que resta do presidente. 2022 vem aí e vai ser um massacre para os candidatos que seguirem o discurso radical e liberalóide. Cá entre nós, desde que Dilma saiu, o que foi feito de concreto em prol da população? E não vale dizer que “o PT afundou o país’…o partido não está no poder há quatro anos e desde então foram retirados direitos em reformas que não geraram um emprego sequer. O dólar está acima de R$ 5, a gasolina acima de R$ 4 e a inflação à beira do descontrole. Até as bagagens que passamos a pagar com a promessa de ‘redução nas tarifas’ foi um engodo. Caminhamos à passos largos para o precipício e o brasileiro, por mais humilde que seja, sente isso todos os dias no bolso.

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