Envie para seus amigos

O mundo está em pânico, e não se trata de uma “mera crise”, ou incidentes isolados. A cadeia de acontecimentos que resultaram nesta segunda-feira desastrosa para as bolsas de valores tem explicações lógicas, os americanos sabem mais do que contam sobre o Covid-19, ou coronavírus.

No último domingo, o Federal Reserve (FED) o banco central americano baixou os juros para praticamente zero, o que acendeu as luzes vermelhas nos mercados. Nesta segunda-feira, os mesmos americanos anunciaram que estão testando vacinas, mas a produção levaria pelo menos um ano. Pela velocidade que o Covid-19 vem se alastrando, e deixando um rastro de mortos em seu caminho, daqui a um ano, o número de óbitos chegará a centenas de milhares.

E não apenas os “mais velhos e grupos de riscos”. Também nesta segunda, a OMS comunicou oficialmente pela primeira vez que já foram registradas mortes de crianças, e a China alertou que, mesmo os que se recuperam da doença, ficam com sequelas permanentes nos pulmões.

Não precisa ser cientista para saber que vírus sofre mutações, e com a mudança de hospedeiro, ele vai se fortalecendo.

Mas, o Brasil parece viver um sonho. Mais ou menos um “país das maravilhas”. Nesta segunda-feira, estive em um cartório em Brasília, cidade que já tem pelo menos 8 casos confirmados. O cartório estava lotado, mulheres grávidas, outras com crianças no colo e algumas outras brincando pelo salão. Pelo menos uma dezena de pessoas amontoadas no entorno do caixa.

Ninguém de máscara, o cartório só tinha álcool gel para os funcionários, um total descaso. Mas esse quadro não é apenas em Brasília. Apesar dos inúmeros alertas, boa parte dos brasileiros se comporta como se fosse um mero resfriado. Não é. É uma doença que mata da pior forma possível, a vítima morre afogada no seco.

Além do rastro de corpos, ela está abalando o mercado financeiro. Em breve, muitos serviços serão paralisados, como Uber, aplicativos de entrega de comida, porque não terão passageiros, porque os restaurantes estarão com suas cozinhas fechadas. E a receita para resolver isso, ou reduzir os impactos é simples, fique em casa. Para de se comportar como um idiota achando que “vai passar logo”, porque não vai. O melhor dos cenários dá um ano para desenvolvimento e produção de vacinas. E Israel não tem nenhum remédio milagroso, eles estão na mesma situação, testando medicamentos.

O brasileiro não precisa ser estudado pela Nasa. Precisa ser puxado pelas orelhas igual faziam com crianças malcriadas no passado.

blogpainel

blogpainel

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *