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Isolamento de Marcos Rocha, vaias e tucanos emplumados; assim foi inaugurada por Bolsonaro na ponte construída por Dilma

Os bolsonaristas de Rondônia e Acre estavam em festa nesta sexta-feira, 7. Iriam finalmente ver o mito de perto, inaugurando a ponte sobre o Rio Madeira em Abunã, situada a pouco mais de 380km de Porto Velho. Na comitiva presidencial, oportunismo e fandoms de tucanos, como Mariana Carvalho e Maurício Carvalho, o ex-piloto de Fórmula 1 (que não se sabe porque) estava na comitiva presidencial e claro, o ‘véio da Havan’, condenado por sonegar impostos e depois conseguiu um parcelamento centenário.

Na disputa pelas atenções do presidente, Coronel Chirsóstomo (deputado federal), o defensor de Bolsonaro na CPI da Covid, Marcos Rogério (senador) e o governador de Rondônia, Marcos Rocha. E Rocha, como mostra a foto abaixo, não conseguia esconder o sorriso de orelha a orelha que estava sob a máscara.

Bolsonaro e Marcos Rocha

Mas a alegria de Rocha durou pouco. Talvez ele culpe os ‘comunistas’. ou vai dizer que a culpa é da ‘oposição’, que não existe (aliás, nem um, nem outro) ou de ‘petistas infiltrados’. Certo é que, quando ele foi anunciado para discursar (após o governador do Acre), uma multidão começou a gritar, ‘mentiroso, mentiroso, mentiroso’, o. que foi uma coisa constrangedora. Veja o vídeo abaixo, da transmissão ao vivo feita pelo AmazonSat a partir do minuto. 17.

Talvez tenha sido por essas manifestações, que a equipe de Bolsonaro tenha deixado Marcos Rocha lá na pontinha da fita inaugural, conforme mostrou a transmissão do UOL, confira a partir do minuto 45:

Mas, o que isso quer dizer?

Na prática quer dizer que Bolsonaro prefere o Marcos como seu candidato à governo em 2022, mas não o Rocha, e sim o Rogério, que vem articulando a possibilidade de assumir um ministério (se o governo sobreviver até o fim da CPI), se capitalizar politicamente para disputar em 2022.

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Apesar de toda a subserviência patética de Marcos Rocha ao presidente, dificilmente ele conseguirá algum afago de apoio concreto na sua reeleição. Enquanto ele se perde em devaneios sobre ‘defesa da família’, Marcos Rogério., Chrisóstomo e Mariana Carvalho vão fritando em óleo fervente a gestão Rocha em Rondônia.

Não há a menor dúvida que a turma que vaiou, o fez a mando de alguém. Se Marcos Rocha não conseguir reverter os estragos que essa inauguração trouxeram a sua imagem, ostracismo será pouco para ele. Melhor arrumar as malas e partir de Rondônia.

Quanto a seus detratores, é uma disputa difícil saber quem é mais bolsonarista nessa turma. Resta saber se, quando o barco começar a afundar, eles vão submergir com o capitão ou farão o mesmo que sempre fizeram, ou dizer que não sabiam, ou que nunca apoiaram.

Também é bom deixar bem claro, principalmente aos mais desavisados, que essa ponte estava 85% concluída quando Dilma foi apeada da presidência, por praticamente essa mesma turma. E ela só não entregou a obra por ter sofrido o impeachment. Também é bom lembrar que esse é um projeto de Miguel de Souza, e a primeira a acreditar foi a então senadora petista Fátima Cleide, que chegou a destinar a primeira emenda para iniciar a obra, que seria incluída posteriormente no PAC.

O maior beneficiado com a obra, sem dúvida é o Acre, que vivia em isolamento por conta da balsa.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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