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Já se passaram 64 dias e a Regina Pacis, comprada por R$ 12 milhões, segue em reforma; 409 já morrem em RO

O governo de Marcos Rocha, o “coronel pastor que ia salvar Rondônia” pagou R$ 12 milhões pelo hospital Regina Pacis, uma maternidade sem a menor condição de atender pacientes com Covid-19. Isso aconteceu em abril. A compra foi oficialmente anunciada (porque foi feita às escondidas por culpa dos fofoqueiros) em 7 de maio.

O prédio está em reformas desde que foi comprado. Alguns deputados, como Luizinho Goebel e Jair Montes foram no local e constataram que o prédio não tem condições de ser usado como hospital, mas eles foram voto vencido. O governo simplesmente ignorou os avisos.

O governador bolsonarista reabriu o comércio, criou uma ‘fórmula mágica’ em parceria com o ‘setor produtivo’ (leia-se lojistas) e Rondônia segue a vida como se nada estivesse acontecendo no mundo, e a pandemia fosse apenas um pesadelo chinês, e que só atinge a China.

A compra “emergencial” deveria ser cancelada. O dinheiro devolvido e os responsáveis processados e presos.

Rondônia registrou até ontem, sábado, 409 mortes.

Até o prefeito de Porto Velho, que parece estar mais perdido que cego em tiroteio criticou o governo pelo descaso com os mortos e com a pandemia. Em entrevista ele disse, ao defender um fechamento total da cidade:

Eu não tenho a polícia e quem tem a polícia na mão foi lá e dois ou três dias depois do tal isolamento restritivo […] chega a notícia na imprensa desautorizando o comandante da PM que não era pra conduzir ninguém e depois no dia dos namorados libera uma série de atividades, o que eu não teria feito. Eu aderi a um decreto mas o decreto não está sendo cumprido até hoje“, disse.

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Mas o governo do coronel pastor segue firme no propósito de prejudicar o Estado. Tão firme que até mesmo a compra de kits de testes rápidos que não tinham sequer o registro na Anvisa, a Procuradoria do Estado está defendendo a empresa, e quer que a justiça libere o dinheiro que foi bloqueado e pague o restante, mesmo os produtos não terem sido todos entregues.

Esse é o governador que Rondônia escolheu, o coronel pastor que ‘não era político’, só era um oficial da PM que nunca comandou um batalhão, mas agora diz comandar o Estado.

O fundo do poço parece estar longe…

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

5 Comments

  1. Prá Porto Velho/RO vem gente do Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Haiti e de todos os Estados da Região Norte e vem um mal informado compará-lo com Goiás que fica cercado de Estados mais ricos e com a Capital da República encravada em seu território.

  2. Todo governador e prefeito que nomeia seu secretario de saúde incompetente da nisso.
    A saúde do estado jogado as traças e os ratos fazendo a festa com o dinheiro enviado pela federação para salvar vidas, né Srs secretários de saúde.

  3. Extive hoje nesse local trabalhando como voluntário, na ação joventude Voluntaria criada pela Sejucel, e tenho a parabenizar pelos trabalhos realizados lá, está quase finalizado e vai ajudar muito nessa pandemia, e depois que essa pandemia passar vai poder está sendo muito importando para a saúde de Porto Velho e Rondônia, bastante leitos e bem aparelhada, que Deus abençoe a Todos, só quero ver depois de pronta um monte de gente querendo ser pai da criança!

  4. A justificativa da compra era justamente porque esse hospital estava pronto para ser utilizado para atender pacientes com COVID, no entanto, existia uma obra em andamento que foi ampliada para realmente poder atender com aumento de leitos.

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