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Kits de testes rápidos comprados pelo governo não funcionam, diz prefeito em RO

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Prefeitura de Ouro Preto do Oeste recebeu cerca de 400 kits e prefeito afirma ter feito pesquisa ‘in loco’

Os 100 mil kits comprados pelo governo do Estado em uma operação nebulosa com a empresa paulista BuyerBr, tem alta taxa de erros. Mas isso não é novidade, o próprio governo federal apontava que esse tipo de equipamento apresenta muitos erros. Em vários países eles deixaram de ser usados, e mesmo alertado, o governo prosseguiu na compra.

O resultado é desastroso. O prefeito de Ouro Preto do Oeste, distante 345 km de Porto Velho, Vagno Panisoly, foi às redes sociais afirmar que “os testes não têm precisão. Estão dando falso positivo, colocando gente que tem que trabalhar em quarentena…Algo está errado, trazendo pânico para a sociedade”.

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Ele acredita que os testes rápidos com erro são os responsáveis pelo grande aumento de casos no Município e em todo o Estado.

Por conta desse resultado, o prefeito anunciou no sábado (6) a suspensão de testes rápidos enviados pelo Estado para detecção de Coronavírus na cidade, após ele próprio realizar investigação e constatar que entre 10 a 12 pessoas, a maioria servidores públicos, apresentaram resultados positivos, mas em exames de contraprova realizados em clinicas particulares, houve a constatação de que não estariam infectados.

Entenda o caso

O governo de Rondônia comprou, em 7 de abril, 100 mil kits de testes rápidos da empresa paulista Buyer Br, por R$ 10,5 milhões e pagou adiantado R$ 3 milhões. A empresa se comprometeu a entregar 10 dias depois, mas os equipamentos só chegaram em maio e eles não tinham registro na Anvisa, que era uma exigência do edital.

Dias depois, por interferência da deputada federal Mariana Carvalho, a Anvisa aprovou os kits e eles passaram a ser distribuídos entre as prefeituras.

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