Notas aleatórias das eleições: Hildon implanta sistema de capitania hereditária e cargo comissionado de pai passa para filha

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Começou

A gente sabe que a campanha eleitoral começou de fato quando começam as baixarias. Assessores assustados com a possibilidade de perder o emprego, descem a níveis inimagináveis, com ofensas pessoais, ressuscitam lendas e espalham mentiras como se espalhou o coronavírus pelo mundo. E quanto maior a pontuação em pesquisas ou na percepção, maiores e mais baixos são os ataques. E nesse quesito os tucanos dispararam ataques de todos os níveis contra os candidatos que eles acreditam ameaçar a reeleição do prefeito Hildon Chaves.

Montagens, memes e fakenews

Passou a circular em grupos de Whatsapp (que na minha humilde opinião deveria ser banido), ‘prints’ de conversas, muitas vezes montagens grosseiras, culpando fulano ou cicrano, ou envolvendo A e B. Memes, alguns até engraçados e outros bem ofensivos e claro notícias falsas. Tem gente que se presta a emprestar a voz para gravar áudios que circulam como verdades, um festival de bizarrices que confunde o eleitor. Um dos que mais vem sofrendo ataques é Breno Mendes, inclusive de natureza pessoal. Não gostar do sujeito é uma coisa, agora injuriar e difamar é crime.

Capitania hereditária

Os tucanos são chegados a privilégios e isso nunca foi novidade. A novidade é a implantação de um regime de ‘capitania hereditária’ que parece estar funcionando a pleno vapor na prefeitura de Porto Velho. A começar pela função, “assessor de política governamental”, que ninguém sabe exatamente para que serve. Alguém aí já foi atendido por um ‘assessor de política’? Pois é. 

De pai para filha

Quem ocupava um desses cargos no gabinete do prefeito era o empresário Lindomar Carreiro da Silva que trabalha arduamente pela reeleição de Chaves. Ele foi exonerado à pedido da função no dia 7 deste mês. E no mesmo dia, sua filha, Andressa foi nomeada, na mesma função, com o mesmo salário. É ou não um negócio de família?

Em Vilhena

Eduardo Japonês achou uma saída estratégica para se livrar das acusações de ter ‘traído’ sua ex. Um vídeo de uma reunião privada ‘vazou’ com o Japonês dizendo coisas que não diria em público para não parecer um ‘japonês que fala mal de uma senhorinha de 70 anos’. Em síntese, o prefeito diz que sua vice ‘era doida por cargos’.

Apequenou

O MDB errou feio em lançar Williamens Pimentel para a prefeitura de Porto Velho. Em 2016 ele já havia mostrado seu alcance político, e ele havia acabado de deixar a secretaria de saúde do Estado e estava em. evidência. Quase quatro anos depois, o capital político foi reduzido. O nome da vez seria o de Walter Waltenberg, que poderia até não ser eleito, mas não faria feio.

Para registro

Porto Velho perdeu uma grande personalidade, um empresário que tinha um coração enorme, e era uma alegria conversar com ele. Que descanse em paz meu amigo Mikhael Esber.

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