Notas aleatórias de 2ª feira – Roberto Sobrinho pode ter sido absolvido, mas daí a ser inocente…

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Estranha, muito estranha

O assassinato do ex-vereador Hernani Boiadeiro, em Alto Paraíso, ocorrida no último sábado, é um daqueles episódios bizarros que vem deixando muita gente de orelha em pé. Hernani devia muito, a apenas um grupo, R$ 2 milhões, com juros e correções, a dívida atingiria fácil R$ 4 milhões. Mas ele tinha como pagar, e as pessoas que ele devia sabiam disso. Até onde se tem conhecimento, sua morte não beneficia nenhum de seus credores. Também circula a informação que ele teria feito um gordo seguro de vida, mas isso cabe à polícia constatar. Teve gente achando que não era o corpo de Hernani, carbonizado na carroceria de sua camionete, mas nesta segunda a polícia informou que a arcada dentária confere. Vamos torcer para que esse crime seja rapidamente solucionado, e não entre naquela grande lista de mortes que nunca foram explicadas naquela região.

Lugar perigoso

A Polícia Rodoviária Federal prendeu três homens neste fim de semana por porte ilegal de armas de fogo. Todos alegaram que “usam para proteção pessoal”. O primeiro condutor foi preso em um carro perto de Candeias do Jamari, região metropolitana da capital. Dentro do veículo havia um revólver calibre .38 e até um colete à prova de balas. Minutos depois, na mesma região de Candeias do Jamari, um motociclista foi flagrado com um revólver calibre .38 escondido na cintura. O condutor da moto também carregava duas facas, um soco inglês e 29 munições. Em outra ação da PRF, já perto da Universidade Federal de Rondônia, um carro de passeio foi abordado pelos agentes. O condutor estava armado e embriagado. Os três homens foram presos por porte ilegal de arma e conduzidos à Central de Flagrantes da capital Porto Velho.

Egoísmo e irresponsabilidade

Uma casa flutuante afundou parcialmente no último fim de semana em Candeias do Jamari com mais de 50 pessoas a bordo comemorando um aniversário. Os números de casos de coronavírus explodindo em Rondônia, com um governo medíocre fazendo vista grossa e gente, sem a menor empatia, fazendo festa como se o vírus tivesse sido eliminado do planeta. É por conta dessa gente que a economia afunda, o desemprego aumenta e crise agrava, obrigando a justiça (porque não temos governo) a adotar medidas rígidas de restrição. Depois fica enchendo o saco no Facebook reclamando que “tem direito de ir e vir”. Não tem não zé mané. Seu direito acaba quando começa os dos demais.

À César o que é de César

Se parte da população desrespeita totalmente as regras de isolamento, isso ocorre em função do exemplo que vem de cima. Quando governantes precisam ser obrigados pela justiça a usar máscaras, ou ridicularizam uma doença grave como essa, que já matou, em pouco mais de 5 meses quase 90 mil pessoas, não tem como querer cobrar da população a responsabilidade. 

Absolvido, mas não inocente

Roberto Sobrinho, ex-prefeito de Porto Velho, tem comemorado o fato de ter sido absolvido pela justiça em duas operações das quais foi alvo enquanto administrava a cidade. É claro que injustiças devem ser reparadas, mas há que se considerar que Roberto não é santo, e está longe de ser, conforme alguns andam tentando demonstrar. Sobrinho teve tudo para, de fato, transformar Porto Velho e entregar uma capital modelo, mas se queimou na fogueira das vaidades que o atingiu no período. Não vamos esquecer que ele chegou a abrir uma empresa, em sua própria casa para alugar caminhões para as usinas, apenas isso é suficiente para enterrar qualquer discurso de inocência que ele queira implementar agora. Não vamos esquecer que nos famigerados acordos de compensação com as usinas, a sua prefeitura fez negócios horrorosos, excelentes para os executivos de Jirau e Santo Antônio e péssimos para a população. Roberto pode ter sido absolvido pela justiça em algumas acusações, mas inocente ele está longe de ser. 

“Há, mas quem vai pagar o prejuízo”?

Ninguém. Roberto vai ter que digerir tudo isso. Tomara que tenha aprendido algo durante esse tempo que ficou de molho. A soberba é um dos pecados  mortais para quem ocupa cargos públicos, a queda é sempre estrondosa. Roberto pagou um preço (e talvez ainda siga pagando) por sua total incapacidade de assimilar críticas, costurar alianças até mesmo dentro de seu próprio partido, que quando ele era prefeito estava rachado, entender que poderia ter feito muito e fez quase nada, e principalmente, ter a humildade de compreender tudo isso e evoluir, como ser humano e como pessoa pública. E que essas lições ele as utilize, caso venha a ocupar algum cargo novamente. Que essas absolvições corrijam injustiças e lhe tragam paz.

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