Notas aleatórias de 3ª feira – PM critica Oficial em rede social, desobedecendo memorando dos bombeiros

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E ainda, Gasoduto Urucum-Porto Velho é falácia política

Oficial pode?

Na semana passada, a corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, fez circular um memorando informando que militares (e válido também para a Polícia Militar) que fizessem comentários em postagens nas redes sociais ou até mesmo em grupos de WhatsApp, criticando integrantes da corporação, membros do Judiciário, Executivo nos legislativo, estariam sujeitos à punições estabelecidas pelo regimento interno da corporação. Eis que nesta terça-feira, o tenente da Polícia Militar, Willames Santos, cravou um comentário em uma publicação do site Rondoniagora, sobre uma operação deflagrada pela Polícia Civil, que prendeu preventivamente um major da PM, “Esse oficial,é um daqueles que mal tirou um serviço de rua, sempre na bocada Boa, 8 anos no governo passado, e ainda continuava,do ze das medalhas, sempre quis se dar bem. Espero que a justiça seja feita“.

Nada contra

Eu, particularmente acho que todos devem se manifestar, desde que, claro, não sejam calúnias ou leviandades. Mas, no caso em tela, duas coisas chamam a atenção. Primeiro que ele faz ataques diretos a um oficial superior a quem deve respeito, independente do mesmo estar em uma condição de suspeito em um suposto crime. Depois que todos os militares estão escabreados com o tal memorando, afinal já vi PM sendo expulso por coisas medíocres. A manifestação do tenente é descabida, desrespeitosa e, a não ser que oficiais estejam imunes ao regimento da corporação, caberia um processo administrativo pelas afirmações.

E o que diz o regimento?

Art.166.Publicar o militar ou assemelhado, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Governo. Pena – detenção, de dois meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Art.216. Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro. Pena – detenção, até seis meses.

Faltou a SUPEL

Na operação desta terça-feira um detalhe grita, cadê a SUPEL nessa história? Foram expedidos dois mandados de prisão, um contra o oficial da PM e outro para o empresário gaúcho. De acordo com a polícia, ambos teriam confeccionado o edital de licitação de compra de equipamentos e software para execução dos Termos Circunstanciados, que foi largamente divulgado em 2018. O que está errado neste ponto é, o edital é de responsabilidade única e exclusiva da Superintendência de Licitações do Estado, e mesmo que eles tivessem entregue um edital prontinho, caberia a SUPEL revisar, conceder os prazos, avaliar recursos, identificar falhas, etc. Mas, ninguém da SUPEL foi alvo. Pode ser que tenhamos uma segunda incursão, investigando diretamente a Superintendência.

Não vai rolar

O governo federal anda divulgando através de alguns canais de direita, que o gasoduto Urucum-Porto Velho vai sair do papel e virar realidade em breve, graças a Nova Lei do Gás, proposta que tramita no Congresso Nacional desde 2013, que deverá ser aprovada. A questão é que se trata de uma obra complexa, cara, que o governo de Jair Bolsonaro não vai encarar. Além disso, dezenas de estudos já comprovaram que o custo/benefício não fecha a conta do fim do mês, portanto, pode esquecer investimento estrangeiro. Os mercados atendidos são pequenos e a obra requer licenças ambientais complicadíssimas. Sem falar que o mundo está de olho na Amazônia desde que Bolsonaro assumiu o governo. A notícia que vem circulando é só para atiçar a turma e depois arrumar uma desculpa jogando a culpa no MP e ambientalistas, declarando, “tá vendo? não me deixam fazer nada”. Mas a verdade mesmo é que, se fosse viável teria sido feita há muito tempo.

Resgate

Os servidores do TJ-RO, Brunno Oliveira e Ronaldo Suares são pré-candidatos as eleições do Sinjur em 2020. Como plataforma, eles garantem que “simbolizam o espírito da luta sindical que se perdeu nos últimos anos e traçam estratégias ousadas para valorizar os servidores que atualmente amargam prejuízos sucessivos”. E prometem ainda brigar por Licença-Prêmio, AQF, Planos de Saúde, Auxílios, PCCS, Precatórios e todos os direitos que os servidores do judiciário buscam.

Perdeu

O Rio Branco Futebol Clube perdeu o único patrocinador que tinha, a rede de supermercados Araújo depois que anunciou a contratação do goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, mãe de seu filho. O corpo nunca foi encontrado. A questão envolvendo o goleiro é muito mais complexa que simplesmente o fato dele “já ter pago sua dívida com a justiça”. Foi um crime cruel, que até hoje não foi devidamente esclarecido. Não cabe empatia com esse caso, pelo contrário, repulsa é a palavra que melhor se enquadra. A sensação de impunidade que cerca o crime é gritante. O Araújo está corretíssimo em não querer associar sua imagem a de um assassino frio. O cara foi jogar bola um dia após o sumiço da vítima. Na minha modesta concepção, Bruno é uma Suzane Richtoffen de calças.

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