Número de casos de coronavírus em Porto Velho ainda está dentro do esperado, mas faltam kits de coleta

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“Festas” também contaminam, mas se fossem apenas elas…

Circulou na última segunda-feira através de setores da imprensa, e até pelo secretário de Saúde do Estado, Fernando Máximo, a informação que uma ‘festa’ teria sido responsável por um número altíssimo de casos de coronavírus em Porto Velho. Chegaram a falar em mais de uma centena de novos casos e que o Lacen teria “travado o sistema” devido a “grande quantidade de exames” que foram feitos. Não foi bem assim…ainda.

O Lacen teve que priorizar amostras que chegaram do Cemetron, devido a quatro pacientes que foram entubados por problemas respiratórios, que são casos prioritários. Todos deram negativo para Covid-19, sendo que uma amostra deu positiva, mas o paciente não estava em estado grave.

Os resultados dos exames de coronavírus foram finalizados tarde da noite, e por isso os dados não foram divulgados no boletim.

Foram registrados em Porto Velho, na segunda-feira, alguns casos de Covid-19, nada fora do normal, sendo amostras foram coletadas no Ana Adelaide e Cemetron. As contaminações foram todas domésticas e os casos apenas em Porto Velho. Nesta terça-feira o boletim deverá trazer os números de ontem e hoje. Ainda não se sabe se os infectados estiveram na festa citada pelo secretário Fernando Máximo, mas a polícia deverá investigar.

A fala do secretário sobre a tal festa serviu para uma coisa, deixar a população em alerta para eventos irresponsáveis dessa natureza. De fato aconteceu uma festa de aniversário, em um sítio em Porto Velho que reuniu pouco mais de 30 pessoas, inclusive gente que posteriormente alegou ter ‘testado positivo’, porém, é muito cedo para afirmar que isso gerou um ‘contágio em massa’. Até porque quem disse que ‘testou positivo’ não disse onde nem quando fez o teste.

Irresponsabilidade!

Irresponsabilidade!— Várias pessoas que participaram desta festa irresponsável já são casos confirmados de contaminação.— Estamos fazendo o máximo para conseguirmos abrir o comércio de forma gradual e responsável, pois sabemos que existem pessoas precisando trabalhar. Ajustamos o Decreto Estadual e procuramos aperfeiçoá-lo diariamente para que mantenhamos a economia girando, aliada a um cuidado imprescindível na saúde neste momento.— Por isso, o comércio precisa adotar rígidas medidas de prevenção, pois o risco é real. Devemos tomar cuidados sanitários máximos para que não aconteça em Rondônia o que está acontecendo nos EUA, na Itália e em outras partes do mundo.— Destaco que a lei citada já existe desde 1940 e configura crime do Art. 268 do Código Penal.

Posted by Coronel Marcos Rocha on Monday, April 13, 2020

Tão grave quanto as festas, são igrejas evangélicas abertas em bairros da periferia, funcionando normalmente. Também as “caminhadas” no Espaço Alternativo. Tornou-se comum ver grupos caminhando alegremente como se tudo tivesse dentro da normalidade.

Mas, Porto Velho tem outro problema. Faltam kits de coleta que o município não tem. O CIEVS trabalha com estoque zero e seleciona quem vai coletar. Isso explica os baixos números de Covid-19 na capital. Se no início da pandemia sobravam kits, agora que são necessários, eles estão em falta. E falta também no mercado. Os kits de coleta do Covid-19 são compostos de três ‘swabs’ (uma espécie de cotonete gigante). O vídeo abaixo demonstra o procedimento:

O Lacen atualmente tem capacidade para fazer até 800 testes por dia, mas faltam os kits de coleta. Os municípios estão aguardando a chegada dos chamados ‘kits rápidos’, que não funcionam a contento. Foram usados na China e não deram certo e em São Paulo também foi um fiasco. E a explicação é simples, eles só funcionam em determinado período viral, o que é preocupante, já que os sintomas da Covid-19 são muito similares ao H1N1 e a própria influenza.

Sobre as festas

De fato é uma tremenda irresponsabilidade organizar qualquer tipo de evento em um momento tão delicado quanto o atual. Enquanto milhares de pessoas se sacrificam, muitos inclusive passando necessidades por conta dessa pandemia, um bando de idiotas, metidos a besta se juntam para comemorar o que quer que seja. É um desrespeito com a população, um exemplo de egoísmo típico de gente débil de caráter, que se acha acima da lei. O Estado deve agir exemplarmente, identificando, divulgando e processando criminalmente todos os envolvidos.

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