O vexatório desempenho dos candidatos bolsonaristas nas eleições em Porto Velho

Envie para seus amigos

Se em 2018 o PSL saiu elegendo geral qualquer um que tivesse o 17 na urna em Rondônia, no pleito municipal em Porto Velho realizado no último domingo, foi um fiasco. O partido que garantiu quase 70% dos votos da capital para Jair Bolsonaro, elegeu os desconhecidos Marcos Rocha para governador, Coronel Chrisóstomo deputado federal e o Sargento Eyder Brasil para a Assembleia Legislativa (e quase emplacou um senador), na eleição municipal foi um retumbante fracasso.

O PSL lançou 23 candidatos à vereador na capital e Eyder Brasil à prefeitura. Ninguém foi eleito. Os bolsonaristas ‘raizes’ dirão ‘o partido do presidente é o Aliança’. Não, não é. O Aliança não existe, não tem registro, sequer obteve assinaturas suficientes para que isso acontecesse. Bolsonaro foi eleito pelo PSL e os bolsonaristas permanceram em sua maioria na legenda, ou não poderiam disputar a eleição. Mantiveram o mesmo discurso de ‘conservador patriota’ e não emplacaram.

Dos 23 candidatos à vereador em Porto Velho, o mais votado foi Alexandre Potência, que é ‘bolsonarista raiz’ e teve 767 votos. Em segundo ficou Siça da Banda, esposa de Eyder Brasil. Ela conseguiu 576 votos.

No total o PSL conseguiu, com seus 23 candidatos a vereador, 2.776 votos. Isso contando 32 votos que foram anulados da candidata Patrícia Melo, que aparece subjúdice. . O menos votado foi Elton Fabian, com 14.

Para prefeito, Eyder Brasil conseguiu 5.620 votos, ficando atrás inclusive do candidato do PT, Ramon Cujuí.

Bom lembrar que Breno Mendes (Avante) incorporou em sua campanha o discurso bolsonarista de Marcos Rocha (governador) que o apoiou abertamente. Ficou em quarto lugar no pleito.

O bolsonarismo derreteu.

Deixe um comentário