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Para evitar depoimento de Marcelo Tomé sobre golpe das vacinas, vereadores extinguem comissão

A Câmara de Vereadores de Porto Velho criou uma comissão especial para acompanhar as políticas de combate a Covid-19. Essa comissão vinha discutindo a possibilidade de convocar o presidente da Agência de Desenvolvimento, Marcelo Thomé, para que ele desse explicações sobre o ‘quase golpe’ que a prefeitura ia levar na compra de vacinas. Thomé teria sido o responsável por intermediar o contato do prefeito com os golpistas.

Como todos acompanharam, foi um triste e vexatório episódio, que só não foi pior graças a ação da polícia que conseguiu capturar os golpistas. Mas o prefeito e sua equipe, mesmo contra todos os indícios, avisos e até mesmo comunicação oficial do fabricante de vacinas, resolveu insistir.

Alguém precisa ser responsabilizado, mas a prefeitura prefere que o assunto caia no esquecimento. Para isso, acionou tropa de choque capitaneada pelo Vereador Macário Barros (Podemos), que deu um show de grosseria e truculência na sessão da última terça-feira, e junto com outros vereadores, extinguiram a comissão, que ainda estava pensando em apurar as responsabilidades. Interessante os argumentos usados por Macário. Ele alegou que a casa já possui uma comissão de saúde, portanto, a comissão para Covid-19 seria desnecessária. Ocorre que ele foi um dos que assinou a criação da comissão especial.

A favor de abafar o escândalo, que em qualquer lugar minimamente sério seria apurado, votaram com Macário:

Edevaldo Neves (PROS), Wanoel Martins (PV), Raí Ferreira (PSD), Valtinho Canuto (DEM), Marcelo Reis (PSDB), Márcia Socorrista (PP), Vanderlei Silva (Republicanos), Jurandir Bengala (PL), Paulo Tico (Avante), Edemilson Dourado (Avante) e Carlos Damasceno (Patriota).

Já os que queriam manter a comissão e ir à fundo no ‘quase golpe’:

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Aleks Palitot (PTB), Everaldo Fogaça (Republicanos), Edwilson Negreiros (PSB) e Isaque Machado (Patriota).

A comissão sequer chegou a oficializar o convite para que Marcelo Thomé fosse esclarecer sua relação com os golpistas, e por quais motivos ele ignorou todos os avisos sobre a possibilidade de estar sendo enganado.

O histórico de Marcelo Thomé como gestor, depõe contra ele, e se tem uma coisa que o prefeito Hildon Chaves, realmente, tem dificuldades é em reconhecer competência.

Marcelo Thomé é péssimo. negociante

Como presidente da FIERO, Marcelo Thomé vendeu uma casa onde seria construída a nova sede da entidade. O episódio ocorreu em 2015 e foi divulgado com exclusividade por PAINEL POLÍTICO. A FIERO havia comprado o imóvel que pertencia ao empresário Toninho da Silvacar por R$ 2 milhões. O detalhe é que a casa estava à venda por R$ 1,2 milhão e seriam gastos mais R$ 1,5 milhão na reforma.

Em 2019, após ter ficado fechado por 3 anos, o imóvel foi vendido por Marcelo Thomé pela bagatela de R$ 700 mil, incluso uma série de materiais que haviam sido comprados para a reforma.

Apenas com base nesse descaso com recursos de uma entidade de industriais, que não tem indústrias, já dá para perceber que gerenciar negócios não é o forte de Thomé. Resta saber o que ele ainda faz na prefeitura.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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