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Porto Velho é a capital com pior índice de investimentos no Norte, revela Firjan

O Índice de Autonomia que compõe, por sua vez, o Índice de Gestão Fiscal elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que das sete capitais da Região Norte, Porto Velho foi a prefeitura com desempenho mais crítico no IFGF Investimentos, apresentando dificuldade na gestão fiscal, associando maior comprometimento do orçamento com pessoal e baixo nível de investimentos.

A capital de Rondônia só ganhou de Belém (PA) que recebeu nota zero no IFGF Liquidez, a despeito da nota máxima no IFGF Autonomia.

Considerando os quatro indicadores, a conclusão é que 3.944 municípios brasileiros (73,9% do total analisado) registram situação fiscal difícil ou crítica, incluindo nove capitais: Florianópolis, Maceió, Porto Velho, Belém, Campo Grande, Natal, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Luis.

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) apresenta uma radiografia completa da situação das contas públicas municipais. O índice é inteiramente construído com base em resultados fiscais oficiais, declarados pelas próprias prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e é composto por quatro indicadores, Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez.

A leitura dos resultados é bastante simples, a pontuação varia entre 0 e 1, sendo que quanto mais próxima de 1, melhor a gestão fiscal do município. Com o objetivo de estabelecer valores de referência que facilitem a análise, foram convencionados quatro conceitos para o IFGF:

Gestão de Excelência: resultados superiores a 0,8 ponto. Boa Gestão: resultados entre 0,6 e 0,8 ponto. Gestão em Dificuldade: resultados entre 0,4 e 0,6 ponto. Gestão Crítica: resultados inferiores a 0,4 ponto.

Nesta edição, o índice faz referência ao ano de 2018 e avalia as contas de 5.337 municípios de todo o Brasil.

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Esta análise traz à luz os principais desafios para a gestão fiscal nos municípios da região Norte . Foram analisadas as contas de 410 dos 450 municípios da região, onde vivem 17,3 milhões de pessoas – 94,8% da população total.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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