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Prefeito, governo e vereadores são os verdadeiros culpados pelo lixo que entope bueiros em Porto Velho

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Sempre que o tema surge na pauta, defensores do prefeito (seja quem for) e parte da população divide-se entre quem tem culpa pelo lixo que entope bueiros e ajuda a alagar alguns pontos na cidade de Porto Velho. Sou nascido e criado na capital de Rondônia e acompanho esse debate desde que me entendo por gente. Lembro bem da época em que a cidade foi administrada por José Guedes, único que teve coragem de transformar grande parte da capital em um transtorno de cabo a rabo fazendo obras de drenagem, galerias enormes que cortam a Avenida Rio Madeira e Rio de Janeiro, mas isso foi lá pelos idos de 1994, 95 e 96. Foram tantos transtornos criados pelas obras que Guedes não foi reeleito.

Foi sucedido por Chiquilito Erse que entre os saudosistas é considerado “o melhor prefeito que Porto Velho teve” e me atrevo a discordar veementemente. E quem for honesto com suas lembranças e não se deixar levar apenas pela simpatia, sabe que isso é verdade. Chiquilito era uma figura carismática, que cumprimentava a todos e era acessível. Além disso, como havia sido secretário de Administração de Jorge Teixeira, havia dado emprego para grande parte da população, em uma época que se, você soubesse escrever e ler era ‘nomeado’ para uma função pública.

Chiquilito ficou conhecido como o ‘prefeito das praças’, já que cuidava bem da aparência desses espaços na capital. Foi sucedido por Carlinhos Camurça, outra figura simpática e carismática que havia sido seu vice e depois foi reeleito. Carlinhos havia sido deputado federal numa época que campanha política era feita com distribuição de bonés, camisetas, shows e carnaval, podia tudo naquela época. Quando tudo isso passou a ser proibido pela Justiça Eleitoral, passou a colecionar derrotas.

Apesar da simpatia de ambos, nenhum se preocupou em ampliar ou melhorar a rede de saneamento na capital, faziam asfalto e pronto. Eis que surge Roberto Sobrinho, que tinha tudo para ter sido o melhor prefeito da história moderna de Rondônia, mas seus devaneios, vaidade e incompetência não permitiram. Enfiou-se numa sucessão de trapalhadas e o dinheiro do PAC, que previa uma ampla rede de saneamento em Porto Velho, cobrindo quase 90% da capital, foi perdido em uma briga com Ivo Cassol. Confúcio tentou resgatar, fez uma lambança ainda pior e o resultado é que Porto Velho fica submersa a cada temporada de chuvas.

Mas existe um outro ponto, a falta de políticas educativas. Nunca a prefeitura, Câmara Municipal ou governo se empenharam em fazer campanhas educativas, desenvolver projetos e leis que punam quem joga lixo nas ruas, que desenvolvam uma consciência coletiva que. ajudem a suprir a deficiência da rede de saneamento. Aliado a isso temos governantes mal intencionados, que visam privatizar a única empresa que poderia ampliar a rede de saneamento a custo mais baixo, que é a Caerd.

No último fim de semana, Hildon Chaves e alguns de seus apoiadores foram às redes sociais culpar a população pelo acumulo de lixo na rede de esgoto. E assim vive o porto-velhense, sempre jogando a culpa nos outros, sem que ninguém faça, de fato, o que tem que ser feito.

E os engodos vão se sucedendo, com discursos vazios que vão do “deixa eu cuidar de você” ao “Deus, família e pátria”…de eleição em eleição, de inverno a verão.

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