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Prefeitura de Porto Velho compra túmulos em cemitérios privados por falta de espaço

O aumento no número de mortes pela covid-19 obrigou a prefeitura de Porto Velho a abrir licitação emergencial para comprar gavetas em cemitérios particulares da cidade. Não há mais espaço para abertura de novas covas nos cemitérios públicos da capital rondoniense.

De janeiro a fevereiro deste ano, houve aumento de 78% no número de sepultamentos de vítimas da covid-19. A informação foi divulgada pelo gerente da Divisão de Cemitérios, Gilbson Moraes. “Aproximadamente mil covas foram abertas de março do ano passado para cá.”

Segundo a prefeitura, a empresa que apresentou a proposta com o menor valor e venceu o certame, realizado através de Pregão Eletrônico, foi a responsável pela administração do Cemitério Recanto da Paz, localizado na BR-364 sentido Rio Branco. 

A licitação foi aberta em fevereiro deste ano pois o maior cemitério público da cidade, o cemitério Santo Antônio, onde são sepultadas as vítimas da Covid-19, atingiu sua capacidade máxima. Entre os meses de março de 2020 e fevereiro de 2021 946 pessoas vítimas do novo coronavírus foram enterradas no local. 

De acordo com a prefeitura, uma Parceria Público Privada está sendo planejada para a construção de mais um cemitério público em Porto Velho, para assim conseguir disponibilizar mais vagas a longo prazo.

Rondônia contabilizou mais 15 mortes por Covid-19 em Rondônia neste domingo (7), segundo informações do painel da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Com esse número, o estado chega 3.082 vítimas fatais da doença. 

Dos casos confirmados, desde março do ano passado, 157.002 rondonienses já tiveram ou têm o novo coronavírus, sendo 704 pessoas positivadas com o vírus nas últimas 24 horas.

Segundo o boletim, Rondônia também tem:

  • 138.745 pacientes recuperados 
  • 15.175 casos ativos da doença
  • 766 pacientes internados nos hospitais do estado

A situação do sistema de saúde também é crítica em outros Estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, a ocupação de leitos chegou a 100% da capacidade, e há 288 pessoas aguardando por leito de terapia intensiva. Em Goiás, há fila de 300 pessoas esperando vaga. Em Santa Catarina,outros 251 pacientes internados aguardam UTI.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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