Prisões da “Reciclagem” afundam projetos de reeleição e afetam grupos políticos em Rondônia; entenda

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Se o cenário político em Rondônia estava confuso, com as prisões deflagradas na manhã desta sexta-feira no âmbito da Operação Reciclagem, a coisa ficou ainda mais complicada. Ao menos em Cacoal e Ji-Paraná.

Glaucione Rodrigues, ex-deputada estadual, uma das estrelas do MDB em Rondônia, e atualmente prefeita em Cacoal, iria disputar uma eleição apertada com o deputado estadual Adaílton Fúria (PSD), agora vai ser impossível até mesmo pensar em disputar qualquer coisa, que não seja um habeas corpus. E no caso dela são dois, já que seu marido, o ex-deputado Daniel Neri também foi preso. E Neri já é reincidente em crimes de colarinho branco.

Fúria vai praticamente ‘ser nomeado’ prefeito. Mas Reciclagem também afeta profundamente o MDB em Rondônia. Outro nome importante do partido, a prefeita de São Francisco do Guaporé Gislaine Lebrinha também foi presa na operação. E o partido agora vai perder duas importantes prefeituras. Cacoal é a terceira maior cidade do Estado e São Francisco do Guaporé, uma base importante para qualquer um que almeje votos na região da BR 429. Lebrinha é filha do deputado estadual Eurípedes Lebrão, a maior liderança do eixo.

A Reciclagem também jogou na lama qualquer possibilidade de Marcito Pinto ser reeleito. A bem da verdade, ele só aceitou devido a pressões de seu grupo. Marcito já estava relutante em função de ter sido alvo de uma operação em maio deste ano, que investigava uma suspeitíssima permuta de área pública com uma área particular em Ji-Paraná. Ficou abatido, deprimido e praticamente largou à prefeitura por um bom período. Quando estava se reerguendo, ao menos psicologicamente, veio a Reciclagem, que limpou o caminho para o deputado Johny Paixão, que não terá adversários à altura. Outro que praticamente será “nomeado” prefeito.

A operação afeta também o grupo do presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes, que havia aberto mão de ser candidato à prefeito em Ji-Paraná em apoio a Marcito. O tombo em Laerte foi maior porque o também integrante de seu grupo político, Luizão do Trento foi no pacote da Reciclagem. Luizão vinha de uma longa batalha judicial para ser reconduzido ao cargo, coisa que só conseguiu recentemente.

Todos os presos foram filmados recebendo propinas de uma empresa de lixo, que segundo a denúncia, era extorquida mensalmente em seu contrato. Vai ser difícil reciclar essa turma depois dessa operação.

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