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Rondônia é o quarto Estado com maior número de mortes por Covid-19

Com mais 2.286 vidas perdidas nas últimas 24 horas, o Brasil registrou, na quarta-feira (10/3), novo recorde desde o início da pandemia. A média móvel de mortes causadas por Covid-19 no país chegou a 1.626, também a maior já computada. Em Rondônia, foram 60 mortes.

O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 41%, o que mostra tendência de alta nos óbitos.

No ranking nacional, Rondônia fica em quarto lugar no número de mortos por cada 100 mil habitantes, ficando atrás do Amazonas, Rio de Janeiro e Roraima. Veja a lista dos 10 primeiros colocados no macabro ranking.

A comparação evidencia a gravidade da situação da pandemia no Brasil. Com a segunda onda da doença, os leitos de UTI em todo o país lotaram, levando alguns locais ao colapso do sistema de saúde.

A receita para resolver a situação é conhecida, mas não é bem aplicada. “Somente com a vacinação em massa da população, testes para o diagnóstico e isolamento das pessoas infectadas, rastreamentos dos contatos, aderência às medidas restritivas, uso de máscaras cobrindo nariz e boca, a higienização das mãos e evitando as aglomerações iremos vencer essa pandemia”, apontou omédico infectologista Julival Ribeiro.

Para o especialista, a situação mudou de figura entre a primeira e a segunda onda. “Além das pessoas idosas e com comorbidades, estão sendo acometidas pessoas jovens, que estão desenvolvendo casos graves e precisando de UTI. Os jovens permanecem mais tempo na UTI, pois, geralmente, são mais saudáveis e, com isso, aumentam a permanência do período de internação”, disse.

Ribeiro é consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que, na última segunda (8/3), divulgou nota apontando que, “se a epidemia continuar nesta rápida curva ascendente, o sistema de saúde de todo o país entrará em falência nos próximos dias ou poucas semanas”.

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“Nas cidades e nos estados que estão próximos ao colapso do sistema de saúde, poucas medidas nos restam, incluindo as mais restritivas e rigorosas de distanciamento social, como adoção de toque de recolher e, eventualmente, o lockdown, até que possamos voltar a oferecer leitos hospitalares e atendimento médico digno à nossa população”, concluiu a nota.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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