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Rondônia precisa levar a sério combate ao Covid, ou logo faltará espaço para os mortos

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Rondônia foi entregue nas mãos de Deus. Literalmente. Não que isso seja algo negativo, afinal, estamos vivenciando uma pandemia global e o Estado que tem pouco mais de 27% da população evangélica, o maior percentual do país de acordo com estatísticas de 2012, é também um dos que mais vem ignorando a tragédia provocada pela pandemia. E isso se deve a dois fatores, a falta de planejamento e a pressão exercida por setores do comércio, que pregam ‘a fome e o desemprego’ que vai assolar a todos que ficarem em casa.

De quebra, o governador, que é quem deveria organizar e dar os rumos, alterna seu tempo entre orações e populismo barato. Mas não poderíamos esperar grande coisa de um coronel que nunca comandou um batalhão, conforme declarou o deputado federal, o também coronel Chrisóstomo. Os militares estão dando o exemplo, de Norte a Sul do país, em como são péssimos em organização.

Mas, vamos adiante. A pandemia.

O deputado estadual Jair Montes (Avante), que vem acompanhando desde o início a pandemia, e feito inúmeros alertas, está preocupado. Em visita à Brasília esta semana, ele fez um alerta a bancada federal, composta por 8 deputados federais e três senadores, que existe a necessidade urgente que ocorra uma união em prol da população, ou daqui a alguns dias, “não teremos lugar para enterrar nosso povo”.

E o deputado está certo, porém, difícil será unir essas autoridades em prol dessa causa. Poucas semanas atrás, as deputadas federais Jaqueline Cassol (PR) e Mariana Carvalho (PSDB) estavam requebrando em uma balada em Porto Velho, com direito a pagode, falta de máscaras e muito suor, samba e cerveja.

O deputado Expedito Netto (SD) virou uma nota de R$ 200, todo mundo sabe que existe, mas ninguém vê.

Silvia Cristina anda mais preocupada com a autonomia do Banco Central, desobedecendo a ordem de seu partido, o PDT, no qual, parece, será advertida pela teimosia. Lúcio Mosquini submergiu junto com Baleia Rossi, Léo Moraes, de olho nas eleições de 2022. O deputado, em 2020, fiscalizou, brigou, mas uma andorinha só não faz verão, e Nazif recuperando-se de uma cirurgia. Já o coronel Chrisóstomo divide seu tempo entre bajular o mito e falar mal de Marcos Rocha.

No Senado, um Confúcio Moura cansado, prefere se manifestar pelo blog (é, ele ainda escreve no blog). Agir Gurgacz, nas nuvens porque conseguiu tudo que queria com Rodrigo Pacheco (eles andaram mexendo na ANTT, a agência de transportes do governo federal que cuida das linhas de ônibus) e Marcos Rogério divide seu tempo entre sonhar com um ministério e a esposa nova.

Não que eles ignorem totalmente a pandemia. Cada um, a seu jeito, acha que faz o que pode, mas não é verdade. Eles poderiam fazer muito mais.

O deputado Jair Montes, mais atento à realidade já que está nas ruas e vem sendo cobrado por seus eleitores, queria uma coisa simples, que o governo federal e estadual olhassem com atenção para a tragédia que se abateu sobre Rondônia, um Estado com uma população relativamente pequena, cerca de 1,8 milhão de habitantes, e promovesse a compra de vacinas, evitando assim que novas cepas da doença desenvolvam. Mas, pelo jeito, ele vai só ficar no querer mesmo.

A Fiocruz descobriu novas variantes do coronavírus em Rondônia, assim como no Amazonas. Dezenas estão morrendo diariamente, mas não existe um plano sequer para esses estados. O que temos é um governador entregando para Deus o destino de milhares.

O jeito, pelo jeito, é orar e esperar chegar 2022 e enfiar essa turma na lixeira da história.

Na foto, o taxista Valdecy, que enterrou o sogro esta semana em Porto Velho. Também morreu vítima da doença o Renne Lobo, diretor da escola do Legislativo. A polícia civil perdeu dois delegados e desde o início da pandemia, 2.455 morrem em Rondônia. Entre eles estavam Gessy Taborda, Walter Waltenberg, Marcelo Bennesby, Adilson Santos, Uyrandê Castro e centenas de outros amigos, irmãos, pais, avós, entes queridos, conhecidos e estranhos.

Os sites viraram um imenso obituário…

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