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O deputado federal Léo Moraes (Podemos-RO) fez uma live em seu perfil no Facebook nesta segunda-feira defendendo o veto 52, que definirá o destino de R$ 30,1 bilhões. Para explicar a questão resumidamente: esse dinheiro pode ir para as mãos do Executivo, que não tem projeto nenhum ou ficar nas mãos de um relator, que compõe um grupo de congressistas, e eles definirão o que fazer. O modelo chama Orçamento Impositivo.

O responsável pela destinação de R$ 30,1 bilhões de reais em emendas ao longo deste ano será o relator do Orçamento — além dos grupos políticos com mais força no Parlamento –, e não mais o governo, caso não ocorra o veto.

Um bloco criado pelo deputado Arthur Lira no início deste ano legislativo, com 351 deputados de 14 partidos diferentes: PSL, PL, PP, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Solidariedade, PTB, PROS, PSC, Avante, Patriota e o PSD, partido do relator do orçamento de 2020, deputado Domingos Neto, articula para deixar a responsabilidade de gerir o recurso pelo Congresso. E essa articulação foi criticada pelo deputado Léo Moraes, que levantou alguns pontos importantes na discussão.

Vale lembrar que esse modelo de gestão orçamentária impositiva foi defendido por Jair e Eduardo Bolsonaro. Em entrevista, Bolsonaro elogiou. Veja:

Veja o que disse Léo Moraes sobre o assunto, que defende a manutenção dos recursos com o poder executivo. Para Léo, se o dinheiro ficar nas mãos do Congresso, o controle será dos “coronéis políticos”. “Um recurso a mais, que certamente vai ficar nas mãos dos caciques, dos coronéis políticos que estão há muito tempo no Congresso, muitas vezes encalacrados. Vão colocar [esses recursos] nos seus redutos e, aí sim, [vão] fazer, mais uma vez, curral eleitoral com o dinheiro do povo, da população.”

VETO 52 PRESIDENCIAL – SOU A FAVOR PARA QUE MANTENHA O VETO FEITO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA JAIR BOLSONARO. ENTENDA O PORQUÊ!

Publicado por Leo Moraes em Segunda-feira, 2 de março de 2020
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Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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