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Senador Marcos Rogério processa PAINEL POLÍTICO por revelação sobre gastos com combustíveis e evolução patrimonial

O Senador Marcos Rogério (DEM-RO), que costuma queimar bastante combustível com suas andanças, resolveu ocupar a já atribulada justiça rondoniense e resolveu ingressar com uma ‘Interpelação Judicial Criminal com Pedidos de Explicação em Juízo’, contra o editor deste blog, o jornalista Alan Alex, porque o parlamentar e seus advogados não conseguiram compreender o conteúdo de uma nota publicada no BLOG em 22 de junho do ano passado, intitulada “Em 4 meses, Marcos Rogério queimou R$ 37.806,16 em combustíveis e foi você quem pagou” (para ler CLIQUE AQUI).

No texto, o jornalista revela que “entre janeiro e abril deste ano, R$ 37.806,16 em combustíveis, valor que foi ressarcido pelo Senado, já que entra na cota parlamentar”. A mesma nota informava que, deste valor, pouco mais de R$ 16 mil foram gastos com combustível para o avião do senador.

Quando era deputado federal, Marcos Rogério abastecia o avião, que estava em nome de uma empresa da qual ele era cotista, de taxi aéreo, o que é vetado pela Câmara dos Deputados, conforme revelou reportagem do Rondoniaovivo publicada em 2018 (CLIQUE AQUI PARA LER).

Já senador, nos primeiros quatro meses de 2020, quando a pandemia estava no início, e estamos aqui falando dos meses de janeiro (recesso parlamentar), fevereiro (que tem carnaval), março e abril, Marcos Rogério consumiu R$ 37.806,16 apenas com combustíveis. Nas redes sociais do senador, é possível perceber que ele estava transitando entre Ariquemes, Porto Velho e Ji-Paraná neste período.

Sobre os combustíveis

Na ação ele quer saber:

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Em 4 meses, Marcos Rogério queimou R$ 37.806,16 em combustíveis e foi você quem pagou
Um dos questionamentos apresentados pelo senador
No Portal da Transparencia do Senado tem os gastos

Em 22 de março de 2020, o senador publicou um vídeo, afirmando que estava em casa, falando sobre a necessidade de ‘ficar em casa’:

Dias antes, sem máscara, e sem distanciamento, ele estava entregando uma máquina em Ariquemes:

Sobre a evolução patrimonial

Em 2008, Marcos Rogério foi candidato a vereador e declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir patrimônio de R$ 168 mil. Desde então ele foi deputado federal (dois mandatos) e eleito senador. Em 2018 Rogério declarou ao TSE ter um patrimônio de R$ 1.301.704,58.

Marcos Rogério quer saber:

Quanto a ser ‘Ronaldinho das Finanças’, no caso não nos referíamos a Ronaldinho Gaúcho, mas sim, ao Ronaldinho Fenômeno, porque é um fenômeno conseguir uma evolução patrimonial sendo servidor público no Brasil, onde a grande maioria da população sequer consegue chegar ao fim do mês com algum dinheiro no bolso.

Marcos Rogério é fiel defensor do governo Bolsonaro na CPI da Pandemia

Magistrados e membros do Ministério Público, que tem vencimentos mais ou menos próximos aos dos parlamentares, não conseguem evoluir tanto em uma década. Não foi dito que ele comete algum crime, ou anda associado com alguma quadrilha ligada a milícias, rachadinhas ou coisa do tipo.

Os detalhes da evolução patrimonial podem ser vistos CLICANDO AQUI.

Apenas chamamos a atenção para esse aumento. E pessoas públicas, pelo menos ainda, precisam dar explicações sobre seu patrimônio.

Uma das explicações para a evolução patrimonial talvez seja o arranjo doméstico das finanças. Marcos Rogério aluga para seu escritório de representação em Rondônia, a casa que ele diz agora ser de sua ex-esposa, Andréia Schimidt, por R$ 4.600, usando verba indenizatória do senado, ou seja, ele paga e é ressarcido. Longe de mim colocar preço nas coisas dos outros, mas mostramos que em Ji-Paraná, uma casa para custar esse valor de aluguel, tem que ser muito boa. PARA VER DETALHES CLIQUE AQUI.

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TRE de RO tem novo juiz substituto

Em 2020, o Vilhena Notícias, um blog do interior de Rondônia, revelou que Marcos Rogério paga até o IPTU da mesma casa com dinheiro público.

Portanto, o senador pode até gastar o tempo do judiciário querendo esclarecer o que é público, mas na verdade, esse tipo de manobra é uma tentativa de intimidar o trabalho de fiscalização que a imprensa ainda tenta fazer neste país. Novidade zero na atitude dele.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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