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Letícia Gomes Moura, presa em outubro de 2019 na Operação Ordo Partium, da Polícia Civil de Rondônia que investigava a atuação de organizações criminosas, teve pedido de liberdade negado pelo Tribunal de Justiça. Ela queria a revogação da prisão preventiva ou a adoção de medida cautelar diversa (tornozeleira ou prisão domiciliar. Ela alegou ter bipolaridade diagnosticada, e por isso não poderia ficar presa, já que necessita de acompanhamento médico.

O juiz Glodner Luiz Pauletto negou os pedidos feitos pela defesa, destacando que Letícia foi presa na operação que investigava práticas criminosas da organização criminosa denominada Comando Vermelho com suas atividades voltadas para esta capital e com radiação nas demais cidades do interior do Estado. O magistrado destacou ainda que “de forma livre e consciente, com “animus” associativo de caráter
estável e permanente em uma organização criminosa de natureza armada, sendo esta composta por centenas de membros em todo o país e com atuação forte no Estado de Rondônia, estruturalmente ordenada, com divisão de tarefas no intuito de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, notadamente vantagem financeira decorrente das práticas dos mais variados crimes
“.

A denúncia afirma que “as investigações se deram em razão de informações de que
os integrantes da referida facção criminosa estavam organizando, por meio de grupos criados no aplicativo de mensagem “Whatsapp”, um evento para os membros e seus respectivos familiares. Segundo a denúncia, um dos objetivos da festa era a apresentação pessoal de cada integrante. Ademais, o grupo realizaria o sorteio de um
revólver calibre 38 e um colete balístico”
.

O magistrado pontuou ainda que letícia “é, em tese, membro do Comando Vermelho e teria envolvimento com os atos de violência ocorridos no estado do Ceará no início do ano de 2019 por facções criminosas. Consta no bojo da investigação criminal que Letícia Gomes Moura, vulgo Safira ou Antena , ocupava a função de Final do Cadastro do Comando Vermelho, sendo responsável pelo registro, adesão, exclusão e afastamento de faccionados. Ou seja, em tese, a requerente atuava na estrutura daquela organização criminosa, exercendo papel fundamental de controle dos faccionados.

A Ordo Partium foi realizada nos municípios de Porto Velho, Ariquemes, Vilhena. Em Vilhena, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão no Jardim Araucária e dois de prisão por associação ao tráfico. Foram presos Letícia Gomes Moura e Marrony Soares Moura, vulgo “Mandela”.

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Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise