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Vinicius Miguel já começou errando feio na suposta fraude envolvendo ata do PDT

O presidente do PDT e candidato à prefeito pelo partido, Rui Parra Motta jogou um balde de água fria nas pretensões da coligação de sua legenda com o grupo do candidato à prefeito Vinicius Miguel.

Sempre pautado pelo discurso de moralidade, honestidade e transparência na vida pública, Miguel começou errando feio, se é que ele tem algo a ver com a situação, na suposta fraude envolvendo a ata do PDT. Para quem não acompanhou o caso, vou resumir:

1 – O PDT havia definido, em convenção realizada em 15 de setembro, que lançaria candidatura própria à prefeitura, no caso Rui Motta, coligado com o PMN. Foi redigida uma ata dessa convenção.

2 – À revelia de Motta, alguns membros da executiva do PDT resolveram rifar a candidatura da legenda e coligar com o Rede e o Cidadania, e formar a coligação “Porto Velho em Boas Mãos”, que tem como candidato à prefeito, Vinicius Miguel. Eles dizem que foi feita uma reunião no dia 25 de setembro onde foi deliberada essa decisão.

3 – A coligação “Do Povo Para o Povo”, capitaneada por Breno Mendes (Avante), através do advogado Nelson Canedo, ingressou com uma Ação de Impugnação ao Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) alegando que o “PDT não poderia integrar a coligação pois não foi delegado poderes do órgão partidário Convenção, para que a Executiva Municipal firmasse nova coligação, ainda mais em data que superou o prazo limite da realização das convenções partidárias (expirou em 16 de setembro).

4 – Nesta terça-feira, 6 de outubro, o presidente do PDT, Rui Motta, em contato com o BLOG, afirmou ter sido procurado pelos membros da executiva de seu partido, para que ele assinasse uma ata, que supostamente teria sido fraudada onde ele (Rui) concordava com a coligação. A ata seria “retroativa”, servindo apenas como peça de defesa na DRAP movida pela coligação adversária.

A questão agora está nas mãos do Tribunal Regional Eleitoral que vai julgar o pedido da coligação de Breno Mendes. Se for comprovada a fraude, a situação complica também a vida de Vinicius Miguel, cuja candidatura ainda está em análise. Nenhum registro foi deferido pelo TRE ainda. Os juízes avaliam a documentação apresentada pelos candidatos e partidos, certidões, recursos, etc.

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Mas, o mais grave é ver o nome de Vinicius Miguel, que conforme disse no início pauta seu discurso na moralidade, honestidade e transparência na vida pública, envolto em uma daquelas manobras rasteiras, típicas de ‘donos de partidos’, aqueles ‘espertos’ de velhos hábitos. Não que Vinicius seja santo ou algo do tipo, mas contradiz totalmente o discurso que tanto defende.

E Motta foi além. Disse que lhe foram oferecidas vantagens como o cargo de vice ‘ou alguma secretaria’, coisa que ele afirma ter rechaçado, “já não tenho mais idade para aturar esse tipo de coisa”, disse Rui.

E ele completou, “estamos em 2020, discutindo mudanças e moralidade na política e me aparece uma dessas”.

Jornalista, consultor em comunicação e gestão de crise

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