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Voluntários fazem limpeza no Regina Pacis, mas vendedor recebeu para entregar prédio pronto e limpo

O governador Marcos Rocha realmente é uma alma caridosa. Seu governo comprou, pagou adiantado e foi buscar em São Paulo kits de testes rápidos, sem registro na Anvisa e sem a carga completa. Mandou um avião dos Bombeiros, com diárias e combustível por conta do Estado.

Outro exemplo de generosidade foi na compra da maternidade Regina Pacis, um puxadinho que foi vendido por R$ 12 milhões há mais de 60 dias e não foi entregue. Nesse caso, o contrato estabelecia que o vendedor deveria entregar o prédio pronto, limpo e organizado para o governo. Mas, a benevolência falou mais alto.

Neste fim de semana, a Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) reuniu um grupo de voluntários que foi trabalhar na limpeza do prédio.

Resta saber se o vendedor vai devolver aos cofres públicos o valor que seria pago pela limpeza, ou se vai ficar por isso mesmo.

Aliás, fazer caridade com dinheiro público não deve ser uma coisa prevista em lei, né Ministério Público? Alguém já andou olhando essa compra feita “em segredo” para evitar “os fofoqueiros’?

Antes que alguém reclame da nota, nada contra os voluntários, é bem bacana isso deles trabalharem para apressar a entrega do prédio que era “emergencial”, mas eles estão fazendo um trabalho que foi pago para ser feito aos proprietários do prédio. A Operação Murídeos, deflagrada em Rondônia na gestão de Confúcio Moura (MDB) foi baseada em um gesto similar. A empreiteira recebeu para limpar um terreno onde deveria estar construído o HEURO, mas quem limpava era o DER. É só para ilustrar mesmo.

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